Delegacia do Idoso passa a funcionar na CPJ

Secretaria de Estado de Segurança Pública realocou serviços para a Central de Polícia Judiciária em Presidente Prudente

PRUDENTE - MARIANE GASPARETO

Data 18/01/2017
Horário 09:27


A DPI (Delegacia de Proteção ao Idoso) passará a funcionar no prédio da CPJ (Central de Polícia Judiciária), no Jardim Cambuí, em Presidente Prudente. Por enquanto, o antigo prédio da DPI – na esquina entre as ruas Tenente Nicolau Maffei e a 15 de Novembro - ainda está em pleno funcionamento, mas boletins de ocorrência já podem ser registrados na CPJ e na Delegacia Participativa.

O delegado Marcelo Quevedo, da Central de Polícia Judiciária, informou que a migração da delegacia ocorrerá efetivamente entre o fim de fevereiro e o início de março deste ano. Os funcionários também serão realocados para a nova sede, resultando na desativação do atual prédio da DPI. "Com essa concentração dos serviços faremos um uso mais racional da mão de obra e também reduziremos sensivelmente os custos", ressalta o delegado, reafirmando que todos os serviços serão mantidos com a mudança.

Jornal O Imparcial Delegacia do Idoso deixará de atender no prédio localizado no centro de Prudente

A SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública) informa, por meio de nota da Assessoria de Imprensa e Comunicação, que desde o dia 2 de janeiro, a estrutura da unidade passou a ser transferida para o prédio da Central de Polícia Judiciária. "A previsão é que, até abril, toda a estrutura da delegacia já funcione ma CPJ", expõe.

A criação da delegacia foi prevista no Decreto Estadual 51.548 de 2007, mas só se efetivou três anos depois, em 2010. Entre as atribuições da DPI estão o atendimento de pessoas idosas, que demandem auxílio e orientação, e seu encaminhamento, quando necessário, aos órgãos competentes. A Delegacia de Proteção ao Idoso foi criada no intuito de garantir proteção da população com faixa etária acima de 60 anos nas esferas criminal e social.

Desde seu início, o titular era o delegado Arnaldo Vicente Erani Gonino, que se aposentará e será substituído por Sérgio Luiz Tofanelli, em fevereiro. Ao longo dos últimos seis anos, a Polícia Civil promoveu parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social para desenvolver trabalho em conjunto de atendimento ao idoso na área social em âmbito municipal.

 

Violência contra o idoso

Segundo o artigo 4º do Estatuto do Idoso, de 2003, nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão e todo atentado a seus direitos por ação ou omissão será punido na forma da lei. O estatuto também prevê as condutas que são crimes contra as pessoas idosas. A violência contra o idoso pode ser física (uso de força), psicológica (agressão verbal, gestual, humilhação e restrição à liberdade) e até financeira (exploração imprópria dos recursos dos idosos).

Em 2014, uma pesquisa realizada com base nas estatísticas de boletins de ocorrência da DPI apontou que em mais da metade dos casos de violência contra idosos registrados em Presidente Prudente, os autores faziam parte do seio familiar da vítima.

A análise demonstrava que em 55% dos casos, o companheiro é o responsável pela violência, seguido pelo filho (36%), irmão (12%), neto (8%), cônjuge (7%), genro e nora (4%), cunhado (3%), enteado e outros familiares (2% cada). Já nos casos de agressores externos à família geralmente eram conhecidos (55%) ou vizinhos (36%). Em relação ao sexo, majoritariamente era autores dos casos os homens (58%) e mulheres (32%).

 

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