O café da manhã no Poá Origens no último sábado não serviu apenas quitutes, mas também histórias que parecem escritas pelo destino. Enquanto os visitantes percorriam o "espaço de alma" idealizado pelas curadoras Flor, Bela e Céu, um convidado em especial, o psiquiatra recifense, Tomas Seixas, revelou a odisseia por trás de um dos itens mais emblemáticos da casa: um banco de design premiado que carrega consigo o suor do artesanato nordestino e a magia de velhas amizades.
A MISSÃO EM RECIFE
A história começa com um desejo da curadora Selma (Céu). Encantada por uma fotografia de um banco que exalava brasilidade, ela lançou o desafio a Tomas: encontrar a peça na Fenearte, em Recife, uma das maiores feiras de artesanato da América Latina.
Tomas e sua equipe mergulharam nos pavilhões lotados. "Passamos uma tarde inteira na feira e nada de achar o banco", recorda o psiquiatra. Quando a exaustão já batia à porta e o dia chegava ao fim, decidiram fazer uma última tentativa em um espaço separado, reservado às peças de destaque. Foi ali, sob os refletores da ala de premiações, que o objeto surgiu. "Quando chegamos lá, era o banco premiado da Fenearte."
O ENCONTRO DE CARNAVAL
O que parecia ser o fim da busca tornou-se um dilema: como conseguir uma peça tão disputada e recém-premiada? Foi nesse momento que o "fator humano", tão valorizado pelo Poá, entrou em cena. Ao perguntar sobre a autoria da obra, Tomas ouviu um nome familiar: Camilo, do Estúdio Kandô.
"Segundos depois, chega o Camilo. Ele é meu colega, brinco carnaval com ele em Olinda há vários anos!", conta Tomas entre risos. O abraço entre os velhos amigos de folia selou o destino da peça. Ali mesmo, o contato com Selma foi feito e a barreira geográfica entre o Recife e Presidente Prudente foi derrubada pelo afeto e pela confiança.
UM PRIVILÉGIO SENSORIAL EM PRUDENTE
Para o psiquiatra, ter o banco e tantas outras peças de artesãos brasileiros em Presidente Prudente é mais do que uma questão estética; é um intercâmbio cultural necessário. Ele define o Poá Origens como uma ponte que conecta o interior paulista à força vibrante do Nordeste e de todo o Brasil.
"O Espaço Poá é lindo. É uma oportunidade que Prudente está tendo de entrar em contato com a cultura do Brasil, de ter uma experiência visual e sensorial com esses artesãos. É um privilégio para a cidade", conclui Tomas.
Hoje, quem visita o Poá Origens no Jardim das Rosas e se senta naquele banco, talvez não imagine que ele traz em sua madeira não apenas o selo de um prêmio nacional, mas o calor de um abraço de carnaval e a persistência de quem acredita que a arte deve, acima de tudo, unir pessoas.
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