Educadoras infantis de Prudente anunciam paralisação para terça-feira

Medida foi aprovada em assembleia na noite de quarta-feira; categoria aponta dificuldades de negociação sobre lei federal que inclui profissionais no magistério

PRUDENTE - DA REDAÇÃO

Data 01/05/2026
Horário 11:57
Foto: Arquivo/Sintrapp
Estado de greve já tinha sido aprovado pelos servidores no dia 22 de abril
Estado de greve já tinha sido aprovado pelos servidores no dia 22 de abril

Educadoras infantis de Presidente Prudente anunciaram uma paralisação para a próxima terça-feira, dia 5. A medida, segundo o Sintrapp (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Presidente Prudente e Região), foi aprovada em assembleia, na noite de quarta-feira, e formalizada em ofício que foi encaminhado ao prefeito Milton Carlos de Mello, Tupã (Republicanos), nesta quinta-feira.

“A decisão foi tomada diante das dificuldades de negociação da implementação da lei federal nº 15.326/2026 junto à administração. A proposta apresentada pela Prefeitura foi rejeitada porque a administração propõe para 2027 a redução de duas horas semanais na jornada, que reflete na redução de salário para as profissionais”, aponta o sindicato.

A entidade ainda afirma que as educadoras também contestam a manutenção da nomenclatura do cargo. “A proposta da categoria é adotar a denominação de professora de desenvolvimento infantil, garantindo todos os direitos” frisa.

A categoria reivindica também, como contraproposta, carga horária de 33h semanais; manutenção do atendimento em 2026, com pagamento das horas extras correspondentes por não aplicação da jornada de 1/3 destinada à formação e planejamento; e 50% do piso pago em 2026, com o restante em 2027.

“O sindicato também solicitou, no ofício, o agendamento de uma mesa de negociação com a Prefeitura. A categoria reforça que está aberta ao diálogo e que a paralisação é um dos últimos instrumentos para que a administração municipal cumpra a lei na íntegra”, declarou o Sintrapp.

Outro lado

Como noticiado neste diário, o estado de greve já tinha sido aprovado pelas servidoras lotadas no cargo de educadora infantil no dia 22 de abril. Na ocasião, a Prefeitura, por meio das secretarias municipais de Finanças, Administração e Educação, informou que tinha realizado diversas reuniões com a Comissão de Educadores Infantis e elaborado uma nova proposta definitiva para a implementação da lei federal, que permitiu a inclusão do cargo de educador infantil na carreira do magistério.

O plano anunciado prevê a aplicação gradual da diferença salarial necessária para alcançar o piso nacional do magistério. A primeira etapa será implantada em julho de 2026, a segunda para janeiro de 2027 e a terceira está prevista para janeiro de 2028, quando será atingida a equiparação total ao piso nacional. A implantação escalonada é necessária para obedecer a lei de responsabilidade fiscal, respeitando a capacidade financeira do município frente aos novos gastos. 

Além da questão salarial, a administração também relatou que a nomenclatura do cargo de educador infantil seria mantida. 

Procurada na manhã desta sexta-feira, a Prefeitura não se manifestou sobre o assunto até a publicação desta matéria.

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