Eleições 2020: número de eleitores aptos a votar é menor que em 2016

Cenário foi principalmente motivado por conta daqueles que, há três pleitos, não votaram e não procuraram a regularização do título

Eleições - THIAGO MORELLO

Data 02/10/2020
Horário 07:15
Arquivo -  Quase 5 mil pessoas não vão às urnas neste ano, em vista de ter o título cancelado Arquivo -  Quase 5 mil pessoas não vão às urnas neste ano, em vista de ter o título cancelado Imagem: Arquivo -  Quase 5 mil pessoas não vão às urnas neste ano, em vista de ter o título cancelado

Esse ano tem eleições municipais, que é quando a população votante vai às urnas para escolher quem vai representar os municípios, através de prefeitos e vereadores, pelos próximos quatro anos. Mas, para 2020, comparado à última vez que o cenário foi esse, 2016, o número de eleitores aptos a votar na região de Presidente Prudente é menor. Para ser mais exato, a quantidade foi de 678.135 a 673.163, isto é, 4.972 pessoas a menos, conforme dados do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo).
E a situação foi principalmente motivada por conta daqueles que, há três pleitos, não votaram (sem justificativa) e não procuraram a regularização do título de eleitor, como explicado pelo chefe de cartório Fabiano de Lima Segalla. Ele lembra que o prazo para regularizar esse problema, neste ano, acabou no dia 6 de maio, sendo assim, não é possível que esse número de eleitores aptos se altere ainda em 2020, influenciando assim o pleito deste ano.
A quantidade de eleitores que vão às urnas poderia ser menor, se fosse considerada a situação biométrica. No entanto, o presidente do TSE (Tribunal Supremo Tribunal), ministro Luís Roberto Barroso, decidiu excluir a biometria para as eleições 2020, a fim de evitar o contágio da Covid-19. Então, quem teve o título de eleitor cancelado por esse motivo foi automaticamente, e temporariamente, regularizado. “Excepcionalmente foram regularizados, mas, após a eleição, voltarão ao status de cancelados”, completa Fabiano.

Possibilidade de abstenção

Se nada mudar, as eleições devem ocorrer nos dias 15 e 29 de novembro. Mas, diante de um cenário de pandemia, o número de abstenções nas urnas deve ser influenciado. Heitor Ribeiro , historiador e sociólogo, confirma que a tendência é essa, fora que “o ano de 2018 já mostrou uma certa aversão às urnas”, destaca. A abstenção não era tão grande desde 1998.
“Em um ano pandêmico, este número tende a crescer, principalmente, porque muita gente antes era ameaçada com os problemas que não votar trariam. Mas o valor da multa é de R$ 3,51 por turno. A internet fez muita gente se atentar para este fato e muita gente prefere regularizar depois das eleições”, frisa.
Para evitar tal cenário, algumas medidas foram tomadas. Por exemplo, o TSE disse que o horário de votação das eleições municipais deste ano deve ser estendido em pelo menos uma hora, das 7h às 17h. Além disso, o órgão estuda recomendar horários de votação diferentes por faixa etária.
À reportagem, Heitor fala que lê essas atitudes como formas de ampliar ao máximo as possibilidades e fazer uma eleição justa (democraticamente) e segura (questão da saúde). “São medidas positivas, mas mesmo com estas alterações é provável que o índice de abstenção seja grande”, comenta.

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