Em PP, após discussão em bar, pintor é preso por disparar arma contra residência de metalúrgico

Crime de tentativa de homicídio ocorreu na noite desta sexta-feira, na Vila Nova, onde 8º Baep localizou acusado ainda em posse de revólver calibre 38

PRUDENTE - MELLINA DOMINATO

Data 10/01/2026
Horário 10:14
Foto: Polícia Civil
BO aponta que arma de fogo e quatro munições correspondentes foram apreendidas
BO aponta que arma de fogo e quatro munições correspondentes foram apreendidas

Uma discussão em um bar resultou em um caso de tentativa de homicídio, na noite desta sexta-feira, em Presidente Prudente. Um pintor, 44 anos, foi preso pelo 8º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), na Vila Nova, depois de ter disparado uma arma de fogo contra a residência de um metalúrgico, 57 anos, após o desentendimento entre as partes. O Boletim de Ocorrência sobre o caso revela que a Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva do autor dos tiros, que já responde a processo anterior por tentativa de assassinato, crime ocorrido em 2023, na sua terra natal, Aracajú (SE).

No registro, policiais militares do 8º Baep informam que foram acionados para ocorrência de disparo de arma de fogo no estabelecimento. O autor já teria deixado o local, mas sua motocicleta foi localizada nas imediações, onde ele foi abordado com um revólver calibre 38 e confessou ter efetuado os tiros para “tirar satisfação” com a vítima.

A vítima, no entanto, declarou que estava no bar, vizinho à sua residência, quando ocorreu um desentendimento com o autor. Após ofensas, as partes se agrediram fisicamente, quando o acusado saiu do local e voltou com a arma. Ao apertar o gatilho, porém, “não saiu nada”. “[A vítima] então correu para dentro de sua casa e, quando estava na cozinha, ouviu um estampido de disparo de arma de fogo vindo de fora do imóvel. Que imediatamente ligou para a Polícia Militar com medo de ser assassinada”, expõe o BO.

Também ouvido na Delegacia Seccional, o acusado alegou que a vítima o teria agredido e confessou que saiu do local e retornou com a arma para “assustar” o desafeto. “Conta que efetuou um disparo de arma de fogo para o alto, mas em momento algum apontou o revólver em direção da vítima. Que agiu por impulso”, revela o documento.

“Embora o relato tenha sido no sentido de que, por três vezes, o indiciado teria apertado o gatilho do revólver e nenhum projétil tenha sido arremessado, não sabendo ao certo se por falha no armamento ou por não haver munição no respectivo espaço do tambor, a vítima relatou que, posteriormente, enquanto já estava dentro de sua residência ouviu um estampido idêntico ao disparo de arma de fogo vindo do lado de fora do local. Por esta razão, requisitou-se a realização de perícia técnica no local”, descreve o BO, que ainda aponta que a arma de fogo e as quatro munições correspondentes foram apreendidas.

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