Empreender e desenvolver dons na pandemia

Para obter uma renda extra, em seu tempo livre Priscila faz pães e sorvetes, e Jennifer que perdeu o emprego produz seus bolos que são vendidos aos familiares e amigos

PRUDENTE - OSLAINE SILVA

Data 05/06/2021
Horário 05:55
Priscila diz que o alto preço para se manter o padrão de qualidade tem sido desafiador

Diante da pandemia do novo coronavírus, muitas pessoas que ficaram sem renda ou precisaram complementar a que tinham tomaram a iniciativa de empreender em algum dom já pré-existente, como o ramo de costura, qual este diário trouxe com várias reportagens de costureiras produzindo principalmente máscaras, artesanatos diversos. O alimentício também foi um dos que vem se destacando neste tempo. É o caso de Priscila Guerra Lara Souza, 31 anos, que trabalha em um supermercado, mas passou a fazer pães e sorvetes em seu tempo livre; e Jennifer Munique, que perdeu o emprego e começou a fazer os próprios bolos para vender.

“Vale a pena eu dizer que tudo começou com uma brincadeira para economizar dinheiro, porque pelo menos duas vezes na semana comprávamos sorvete [risos]. Então, resolvi fazer para o nosso consumo. A coisa cresceu, graças a Deus, e a ideia é expandir cada vez mais”, comenta Priscila.

Ao ser desligada da empresa em que foi auxiliar bibliotecária, Jennifer encontrou o dom que não sabia que tinha. “Comecei a produzir para minha mãe vender na casa dela para os parentes, eu vendia para os amigos que tenho na faculdade, levo nos lugares aonde vou. Dá para tirar uma boa renda. É ótimo, mas tem que investir no estoque”, expõe Jennifer que usa a logo Monique Bolos Doces para divulgar seus produtos.

Conforme Jennifer, por enquanto trata-se de um negócio provisório, mas ela pretende continuar investindo para montar seu comércio próprio de fruit truck, em frente de sua casa. “Os altos preços dos produtos básicos têm sido o maior desafio na hora de produzir e vender. Hoje está tudo muito caro, mas para render os lucros tem que ter estoque de quantidade para ter retorno”, frisa Jennifer.

Amor com sabor, todo mundo quer

“Porque cozinhar é a melhor e maior demonstração de amor... É setor que não para. Ninguém fica sem comer”, essa é a resposta de Priscila para a pergunta do porquê a escolha para empreender nesta área.

Ela vai produzindo conforme vai vendendo, pois ainda não tem um local para armazenar em grandes quantidades. Quando alguém quer um sabor específico encomenda antes, mas normalmente a pronta entrega é sua maior saída.

“Sou amadora ainda, não sei fazer os custos reais, mas já consegui pagar algumas coisas com a renda dos meus doces. O alto preço para manter o padrão de qualidade tem sido desafiador, então não tem jeito o negócio é pesquisar onde está o menor valor e ir atrás”, expõe Priscila.

Para melhorar cada vez mais seus serviços e produtos, Priscila e Jennifer estão fazendo curso de confeitaria no Instituto Gourmet.

Cedida


Jennifer quer continuar investindo para montar seu comércio próprio de fruit truck

 

 

 

 

 

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