Entidades orientam contadores sobre divergências apontadas pela RFB nas declarações do IRPF

Assescopp e Sindcontpp recomendam seus associados e filiados a seguirem informações contidas nos informes de rendimentos

PRUDENTE - MELLINA DOMINATO

Data 19/04/2026
Horário 07:10
Foto: Reprodução/Factorial
Informes de rendimentos extraídos do e-Social já apresentavam inconsistências detectadas nessa fase
Informes de rendimentos extraídos do e-Social já apresentavam inconsistências detectadas nessa fase

A Assescopp (Associação das Empresas de Serviços Contábeis de Presidente Prudente e Região) e o Sindcontpp (Sindicato dos Contabilistas de Presidente Prudente e Região) orientam seus associados e filiados a seguirem as informações contidas nos informes de rendimentos para as declarações do IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física) 2026. 

A recomendação leva em conta a abolição pela RFB (Receita Federal do Brasil) da Dirf (Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte) para fins de informação de ganhos tributáveis e do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) para declaração do IRPF. 

“Agora, a RFB adota as informações já enviadas mensalmente pelas empresas via e-Social, medida lógica que evita a duplicidade de informações. No primeiro ano de implementação, no entanto, surgiram divergências generalizadas nas informações, o que sugere um erro da própria RFB. Essa situação era esperada, pois os informes de rendimentos gerados pelas empresas – extraídos do e-Social – já apresentavam inconsistências detectadas nessa fase”, explicam as entidades. 

Ainda conforme a Assescopp e o Sindcontpp, as declarações de IR ficarão retidas em malha fiscal até que a RFB corrija os dados ou as empresas retifiquem os informes. “As entidades reforçam a importância de manter a conformidade fiscal e monitorar atualizações oficiais da RFB”, frisam.

Malha fina

A própria Receita Federal informou à reportagem deste diário que “é importante esclarecer um ponto central: a grande maioria dos contribuintes não está na malha fina”. “Existe um processo absolutamente normal de mais retenções na malha no início da campanha, em que informações seguem sendo ajustadas, confirmadas e, quando necessário, retificadas, tanto pelos contribuintes quanto por fontes pagadoras. Malha não é punição; é etapa de conferência”, frisa.

De acordo com o órgão, “os dados confirmam”: no dia 5 de abril, o percentual de declarações retidas em malha estava em 11,22% e, uma semana depois, esse percentual caiu para 8,15% no dia 13 de abril, “mantendo o comportamento historicamente observado em anos anteriores: uma redução progressiva à medida que informações são corrigidas e sistemas reprocessam os dados”. 

Assim que essas informações são ajustadas pelas fontes pagadoras, a Receita reprocessa automaticamente as declarações, o que permite que retenções sejam revistas e, quando for o caso, liberadas sem necessidade de nova ação do contribuinte.

“Além disso, a Receita Federal já está em contato direto com empregadores que concentram contribuintes atualmente retidos em malha, orientando que as correções sejam feitas o quanto antes. A declaração pré preenchida é um dos instrumentos mais seguros, eficientes e recomendados para o contribuinte. Ela reduz erros de digitação e permite que eventuais ajustes sejam identificados de forma mais rápida e transparente. O uso crescente dessa ferramenta é um passo importante na modernização do relacionamento entre o cidadão e o Estado”, salienta.

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