Estamos vivendo uma tremenda epidemia silenciosa...

OPINIÃO - Marcos Alves Borba

Data 05/05/2026
Horário 04:30

Estamos verdadeiramente diante de um grande dilema. Pós-pandemia da Covid19, grande parte de situações ligadas a problemas comuns entre as pessoas, praticamente se expandiu, de forma muito crescente. Não precisamos ir muito longe quando nos deparamos com pessoas que trabalham sempre na busca de que suas intenções, isso todos nós temos, em poder crescer, evoluir e ter algo que melhor possa lhes beneficiar em tudo que almeje. Tudo isso é normal e faz parte da vida. 
Porém, de uns tempos para cá, esse repertório praticamente mudou, o que levou muita gente, principalmente aquelas que acharam que suas profissões estariam bem abaixo das suas expectativas. Dali foram se criando momentos insanos de insatisfação em seus ambientes de trabalho, o que fez com que muita gente se isolasse, se redimisse as suas próprias atitudes. As famílias, sempre com prioridade daquilo que todos querem, vêm sofrendo já algum tempo com situações em busca de tratamento. 
“Vivemos um momento de grande epidemia silenciosa” – segundo a Drª Andréa Vermont, psicanalista clínica. Não estamos falando de vírus e nem bactérias, mas de sofrimento psíquicos. Segundo dados de outubro de 2025, a saúde mental (52%) ultrapassou o câncer (37%), abuso de drogas (26%), e obesidade (22%) pela (Ipsos Heath Service Report 2025), o que se tornou a maior preocupação dos brasileiros. 
Em 2024, o Brasil apresentou o maior número de afastamento por transtornos mentais durante os últimos dez anos. Estamos adoecendo mesmo. Mas o que verdadeiramente nos assusta, o que não podermos suportar essa dor, é que muita gente não percebe que está doente. Isso significa que pós-pandemia, o que veio realmente foi um grande colapso mental e isso realmente nos preocupa. 
Nunca se falou tanto em ansiedade, depressão, pânico, Burnout, mas também nunca se normalizou tanto o cansaço, a irritação, a falta de vontade de viver. Tudo isso não é nada repentino, isso acontece quando o corpo sente, a mente e o espírito começam a dar sinais de que nada não está bem, e a gente finge que não vê. Isso é verdadeiramente um acúmulo durante anos e anos das coisas que fazemos e, principalmente, que ficamos martelando em nossas cabeças. Na verdade, ninguém entra em colapso de um dia para o outro, ele simplesmente vai acumulando. 
Todo esse desgaste que podemos considerar que se inicia essa epidemia silenciosa surge quando acordamos cansados, dor no corpo, uma certa indisposição para fazermos se quer o básico do básico. Ali começam as nossas pequenas intempéries que o nosso corpo não gostaria de sentir. Começamos a perder o prazer por determinadas coisas, aquilo que sempre fizemos com alegria e disposição passa a ser não mais prazeroso. Isso gradativamente pode ir se alterando, tomando um outro rumo, porém, precisamos entender que, sozinho, nossa teimosia não poderá chegar a lugar nenhum. 
Que o mundo mudou, isso não temos a menor dúvida, porém, estamos a cada dia, diante de situações muito adversas, e que ocorrem em vários ambientes, nas escolas, empresas, instituições, e até em nossa própria casa. Isso nos cabe o senso de buscar ajuda, principalmente a profissionais das áreas de saúde. Nos atentarmos a tudo isso é muito sério e preciso, pois, verdadeiramente, o que se tornou uma necessidade de utilidade pública.

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