Exportação cai 27,9% na região de Prudente

PRUDENTE - Victor Rodrigues

Data 30/10/2015
Horário 08:28
 

O índice de exportação caiu na região de Presidente Prudente neste ano. A remessa de produtos ao exterior dos 65 municípios que compõem a regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), no acumulado de janeiro a setembro de 2015, sofreu uma queda de 27,9%, em relação ao mesmo período de 2014, reduzindo de US$ 722,8 milhões para US$ 520,9 milhões. Com isso, a Diretoria Regional ocupa a 23ª posição em ranking sobre a participação de 39 regiões paulistas nos US$ 38,2 bilhões da pauta exportadora estadual, responsável por 26,4% do montante vendido pelo Brasil no mercado global no acumulado de janeiro a setembro de 2015.

A lista foi elaborada pelo Depecon (Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas) em conjunto com o Derex (Departamento de Relações Exteriores) do Ciesp e da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

De acordo com dados do levantamento, os destaques de exportações da região são: açúcares e produtos de confeitaria, com um movimento de US$ 202,9 milhões; carnes, miudezas e comestíveis, com rendimentos de US$ 70,9 milhões; peles, exceto a peleteria (peles com pelo), e couros, na ordem de US$ 67,8 milhões. Os principais destinos das exportações da região foram: China, com 11,9% do total exportado; Estados Unidos, com 6,6%; e Canadá, com 5,2%.

Presidente Prudente é o principal exportador da região, respondendo por 20% das exportações da região. A cidade também é o principal importador da região, respondendo por 23,2% das importações da região. Segundo o diretor estadual do Ciesp, Fernando Carballal, um dos fatores de queda para a exportação é a redução na procura de açúcar fora do país. "Mesmo que ainda seja forte, a exportação de açúcar foi bem maior no ano passado, pois os demais países tiveram problemas na produção entre 2013 e 2014, e o Brasil, incluindo nossa região,  mandava bem mais para fora, no intuito de suprir essa deficiência", explica.

Outro produto que tem figurado menos no comércio exterior é o farelo de soja. "Em Osvaldo Cruz há uma grande produtora, mas o índice atual de exportação caiu neste ano", comenta Carballal. Ele também é integrante do Sindicouro (Sindicato da Indústria do Curtimento de Couros e Peles no Estado de São Paulo) e, segundo ele, o produto está entre os poucos que se mantêm com o mesmo índice de exportação desde o ano passado.

Para o diretor regional do Ciesp, Wadir Olivetti Júnior, a queda também está relacionada à desconfiança do mercado internacional devido à crise que o Brasil tem passado. "A cotação do dólar, hoje, colabora para a exportação, mas a instabilidade financeira do país atrapalha os negócios exteriores. Eles veem a indústria nacional com descrédito", expõe.

 

Importação


As importações caíram 31,8%, passando de US$ 48,6 milhões para US$ 33,1 milhões, entre o acumulado de janeiro a setembro de 2014 e o mesmo período de 2015. Segundo a Assessoria de Imprensa do Ciesp, a corrente de comércio regional teve retração de 28,2%, caindo de US$ 771,4 milhões para US$ 554 milhões.

O saldo da balança comercial, no acumulado de janeiro a setembro de 2015, foi superavitário em US$ 487,7 milhões, enquanto, no mesmo período de 2014, o saldo foi superavitário em US$ 674,2 milhões, uma queda de 27,7%.

Nas importações da região, os destaques são: produtos diversos das indústrias químicas, com US$ 5,2 milhões; instrumentos musicais, suas partes e acessórios, com US$ 5 milhões; máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e suas partes, aparelhos de gravação ou de reprodução de som, aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão, e suas partes e acessórios, com US$ 4,9 milhões. As principais origens dos produtos importados pela região foram: China, com 39,6% do total importado; Índia com 16,6%; e França , com 7,2%.

 

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