Fentect é contra decisão

PRUDENTE - ANDRÉ ESTEVES

Data 14/03/2018
Horário 11:58

O fato mais recente que justificou a mobilização nacional dos servidores dos Correios é a decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho) a respeito do plano de saúde dos trabalhadores, que deverão arcar com o pagamento das mensalidades e a retirada de dependentes. A medida foi aprovada pela corte na segunda por 6 votos a 1. Segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), o benefício ainda poderá ser reajustado conforme a idade, chegando a mensalidades acima de R$ 900, sendo que os funcionários recebem, em média, R$ 1,6 mil, “o pior salário entre empresas públicas e estatais”.

Os Correios completam que a proposta dispõe, entre outros pontos, sobre a manutenção do plano de saúde para todos os pais e mães até 31 de julho de 2019. Após esse período, ficam assegurados os que estiverem em tratamento médico hospitalar, até a alta médica, conforme as regras da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). A partir de agosto de 2019, pais e mães poderão ser incluídos em plano família a ser criado. Estão previstas ainda a proporcionalidade de pagamento das despesas totais, sendo 30% para os empregados e 70% para os Correios. Havendo lucro líquido no exercício anterior, a empresa reverterá 15% para o custeio das mensalidades dos beneficiários.

Agora, a direção aguarda a publicação da decisão para avaliar o impacto nas contas da empresa e adotar as medidas para a implantação das novas regras, que começam a vigorar a partir da publicação da decisão do TST no Diário da Justiça. Em nota, a estatal informa que “a decisão representa um grande avanço para a retomada do processo de recuperação da empresa, que enfrenta uma grave crise financeira”. “A decisão ficou distante da nossa proposta inicial, mas é um reconhecimento de que o custeio tem que ser compartilhado e o primeiro passo importante para a sustentabilidade do plano e dos próprios Correios”, enfatiza.

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