Financiamento imobiliário: a hora é agora

Bruna Melo

COLUNA - Bruna Melo

Data 26/06/2020
Horário 06:30

As medidas de combate ao coronavírus têm como principal fundamento o isolamento social e a restrição à abertura do comércio. Com a economia a passos lentos e perigo de recessão profunda diante da projeção do fechamento de milhares de postos de trabalhos, como o mercado brasileiro irá se comportar para sobreviver a esta crise que está só no começo?

A resposta passa pelo mercado imobiliário que gera milhões de empregos em todo o Brasil e é o arrimo da economia nesse momento caótico por qual passamos. O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central no dia 17/06/2020 cortou a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual, de 3% para 2,25% ao ano. É o menor patamar desde o início da série histórica, que se iniciou em 1996. Este foi o oitavo corte seguido, e o quarto anunciado neste ano. E o que isso significa?

Em breve relato, a Selic é a taxa básica de juros, um índice pelo qual todas as taxas cobradas pelos bancos no Brasil se orientam. A taxa é utilizada nos empréstimos feitos entre os bancos e também nas aplicações realizadas pelos mesmos em títulos públicos federais.

O governo com a redução da taxa Selic quer aquecer a economia, incentivando também a aquisição de imóveis e investimentos no setor imobiliário, que é um dos pilares, senão o principal pilar da economia de um país.

Para exemplificar o cenário favorável para aquisição de um imóvel, convidei  a Sra. Érica Castilho, da Casa de Créditos em Presidente Prudente para falar sobre sua percepção.

Casa de Créditos

Érica Castilho: “Durante longos anos da história, o mercado imobiliário sempre foi o investimento mais seguro, independente dos momentos e das diversas crises que passamos no decorrer dos últimos 31 anos – em 1989, alto índice de inflação; 1997, a crise dos tigres asiáticos; em 2002, incertezas políticas; 2008, colapso no sistema financeiro americano; 2016, crise governamental; e agora em 2020,coronavírus, uma tragédia mundial. Em todos esses anos, a retomada da economia se deu, independentemente do modelo político regente, através da construção civil, que sempre se mostrou a força motriz das economias mundialmente falando – e agora não poderia ser diferente: em nosso país, com as taxas de Selic mais baixas da nossa história, juntamente com a Caixa Econômica Federal, uma nova era tem sido vista. Em nenhum momento as vendas pararam: pelo contrário, estão cada vez mais aquecidas! Com o apoio incansável de seus funcionários, a Caixa tem feito contratações em todas as categorias, disponibilizando aos brasileiros novas formas de financiamento, com mais facilidade e agilidade no crédito, tornando este cada vez mais acessível para todas as classes sociais. Tanto para a aquisição do primeiro imóvel quanto para investimentos, ou ainda na utilização do imóvel pra levantamento de capital de giro, o momento está superfavorável para a compra. O único cuidado recomendado é que se procurem empresas sérias e especializadas para que a realização do seu sonho não se torne um pesadelo”.

Aquisição com financiamento bancário

Os juros praticados por bancos no mercado estão no mínimo histórico do país. Há cerca de dois anos a média dos juros praticado no mercado era de 10 a 13 % ao ano, no cenário atual está sendo praticado entre 6 a 8 % ao ano. Exemplo: uma pessoa que mora de aluguel pagando R$1.500; caso venha adquirir uma casa no valor de R$ 200 mil; utilizando a tabela price, o valor da parcela seria aproximadamente de R$ 1.228, na tabela sac a primeira parcela seria R$ 1.501,39 e, a última, R$ 408,47.

Portabilidade do crédito

Os financiamentos contratados anteriormente com juros mais altos podem ser renegociados para uma portabilidade de banco ou até mesmo com a própria instituição, devendo consultar um especialista se com todos os encargos é vantagem pactuar uma operação. Em muitos casos, poderá haver uma economia.

O acesso ao crédito bancário com juros mais baratos foi acelerado pela crise que vivemos, e o investimento em imóveis foi e sempre será um porto seguro para a população. Não há momento definido para começar a investir em imóveis, devemos investir sempre, mas em momentos de crise afloram oportunidades e muitas delas são excelentes.

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