Funcionários da Energisa realizam manifesto

Aproximadamente 400 funcionários aderiram ao ato, mas somente cerca de 250 foram até o local. Segundo os presentes, fora as demissões, a empresa não dialoga com eles.

PRUDENTE - Gabriela Leal

Data 24/04/2015
Horário 08:21
 

Cerca de 250 funcionários da empresa Energisa realizaram, na manhã de ontem, um protesto em frente à sede da companhia, localizada na Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), em Presidente Prudente. Os presentes reivindicavam contra a terceirização e melhorias de salário. A concessionária é responsável pelo fornecimento de energia em cidades do oeste paulista.

Segundo a diretora do SindPrudente (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Energia Hidroelétrica de Presidente Prudente) e Sinergia (Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo), Aparecida Elvira Zanoni, 40, o ato comprova a "indignação e insatisfação" dos funcionários em relação à empresa. "O que acontece é que o grupo precarizou as nossas redes e a situação dos trabalhadores", acrescenta.

Jornal O Imparcial Protesto reuniu 250 funcionários em frente à sede da empresa

Aproximadamente 400 funcionários aderiram ao ato, mas somente cerca de 250 foram até o local. Segundo os presentes, fora as demissões, a empresa não dialoga com eles. "Nosso acordo coletivo venceu dia 30 de março e ainda não foi mencionado quando acontecerá uma nova combinação, a PLR de 2014 não se encerrou ainda, os funcionários estão saturados, não tem aumento, é a precarização de serviços e a terceirização sendo liberada, já está acontecendo dentro do grupo, pois já temos setores nessa condição", pontua Zanoni.

O portão da empresa permaneceu aberto durante todo o protesto, mas nenhum trabalhador presente entrou para realizar as atividades diárias. Há dois anos e três meses trabalhando na concessionária, Geraldo Roberto da Silva, 29, afirma que "aguarda negociação". O profissional Reinaldo Sena dos Santos, 34, acrescenta que eles estão em desacordo com a empresa. "Nós somos contra a lei de terceirização, isso vai precarizar a mão de obra", considera.

Desde abril de 2014, 160 profissionais foram demitidos. Outras cidades do Estado como Bragança Paulista (SP), Assis (SP), Catanduva (SP), entre outras, também paralisaram durante a manhã de ontem.

Em nota, a Assessoria de Imprensa do grupo Energisa informou que as assembleias convocadas pelos sindicatos da categoria, em algumas sedes das empresas de São Paulo, têm o objetivo de deliberar sobre os resultados da PLR de 2014. A empresa acrescentou que os serviços aos clientes ocorreram de forma normal.

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