Hábito da leitura precisa ser incentivado e valorizado

EDITORIAL -

Data 18/01/2019
Horário 04:05

Com o avanço da tecnologia, muitos acreditam que os materiais impressos estão com os dias contados. Claro que são inúmeras as facilidades proporcionadas por e-books, leituras online, kindle. No entanto, segue forte e fiel o público que não abre mão do produto físico, daquela satisfação em tatear os livros, jornais e revistas, de senti-los entre os dedos, de folheá-los, guardá-los e até colecioná-los. O inusitado é que o interesse por esse tipo de material tem crescido justamente entre os adolescentes e jovens - supostamente a faixa etária mais atraída pela tecnologia e que consideraria o papel algo um tanto quanto obsoleto.

Ontem, na seção “Mundo Jovem”, este diário abordou justamente esta preferência do público pelo livro físico e, claro, pelo universo da literatura. “Mergulhar” nas histórias, conhecer personagens de outras épocas, outros mundos, outras realidades. Se sentir tão envolvido pelo enredo, e, muitas vezes, vivenciar aquilo que está escrito, em letras miúdas, por entre as páginas. Quem ainda não se deixou levar e apaixonar pelos romances, ficções, biografias, e tantos gêneros, não sabe o que está perdendo.

E não se perde somente em entretenimento, mas, acima de tudo, em conhecimento. É sabido que quanto mais acesso um estudante tem a livros, sejam eles didáticos ou de literatura, melhor seu vocabulário, sua interpretação de texto, sua redação, sua ortografia, sua gramática, seu discernimento, enfim, mais preparado ele está para enfrentar a vida profissional e relacionamentos interpessoais. Afinal, quem aguenta se relacionar com uma pessoa rasa e sem conteúdo?

Portanto, ler é um investimento pessoal. É algo que precisa ser cada vez mais incentivado e valorizado entre as gerações. Os pais e professores precisam fomentar o hábito e o prazer pela leitura já na primeira infância – e eles próprios darem o exemplo lendo, comentando sobre os assuntos do momento, reforçando o quão enriquecedor é dedicar parte do dia para isso. Em um país, cujo analfabetismo funcional é uma triste realidade nos bancos escolares, seus cidadãos somente terão senso crítico e discernimento, quando começarem a entender, de fato, aquilo que leem.

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