O carnaval do Rio de Janeiro sempre foi referência nas festas carnavalescas, e acompanhado por todo o país, pelas transmissões pela TV. O berço dos desfiles ocorreu na década de 1930 na Praça Onze, no Centro do Rio e depois passou por diversas localizações como a Avenida Presidente Vargas (décadas de 40 a 60), Avenida Antônio Carlos, Estádio São Januário (do Vasco da Gama) até chegar à Marques de Sapucaí em 1978. No entanto, nessas épocas, os desfiles eram sempre feito com arquibancadas e estruturas desmontáveis como ocorrem na maioria das cidades brasileiras. Em 1983, o então governador Leonel Brizola realizou o projeto audacioso a toque de caixa: em 110 dias construiu o Sambódromo da Sapucaí, obra criada por Oscar Niemeyer. A inauguração ocorreu no carnaval de 1984, com grandes blocos que funcionavam como setores de arquibancadas, terminando na chamada Praça da Apoteose, onde ocorreria a dispersão do desfile e dos carros alegóricos. No primeiro ano, houve uma campeã no domingo e outra na segunda, Mangueira e Portela, com a Mangueira eleita a Supercampeã do Ano (a partir de 1985, voltaria ao esquema de campeã única), com o enredo “Yes, Nós Temos Braguinha”. Curiosamente, este foi o único ano em que a Rede Globo não transmitiu o desfile, perdendo os direitos para a recém-inaugurada TV Manchete, e levou uma surra no Ibope.
Atualizando a linguagem
Combater o etarismo é colocar em prática, medidas que evitem as ideias pré-concebidas sobre o envelhecimento e a desvalorização do idoso frente à juventude. Transformar o comportamento e as atitudes também ocorre pela mudança da linguagem e da forma de se expressar sobre o idoso. Muitas mudanças precisam ocorrer para fomentar uma verdadeira cultura pró-idade. Para falar do outro, aprenda a substituir frases como: a-) “Nossa, você não aparenta a idade que tem”, por “Como você está bonito, agora”; b-) “Você não tem mais idade para usar isso”, por “Use o que te faça bem e se agrade com o resultado” ou simplesmente silencie se você não tem nada positivo para dizer; c-) “Ele está velho, não entende dessas coisas”, por “O idoso é recheado de saberes que se acumulam e se renovam” e em vez de julgar, aproveite para ensinar ou aprender com o idoso sobre outras questões; d-) “Você tem um espírito jovem”, por “Você tem muita vitalidade, energia”. Para falar de si, também é importante mudar: e-) “Não tenho mais tempo para isso”, por “É sempre tempo para algo”; f-) “Não tenho mais idade para isso” por “Minha idade não me limita. Posso continuar a fazer o que gosto e que me faz bem”; g-) “No meu tempo era tudo melhor”, por “Meu tempo também é agora. Lembro de meu passado esplendoroso e aproveito o presente e o que ele pode me proporcionar”; h) “Aprender a essa altura para quê?”, por “Aprender coisas novas me traz vida, me mantém ativo e disposto”; i) “Mula velha não pega trote”, por “Aprendo tudo ao meu tempo, ao sabor das minhas possibilidades, sem pressa e cobranças”. Permita-se.
Dica da Semana
Documentário - Streaming
“Estou me guardando para quando o carnaval chegar”:
2019. Documentário sobre o segundo maior polo de confecção de jeans do Brasil, a pequena cidade de Toritama no Pernambuco. Relata o cotidiano destes trabalhadores que produzem 20 milhões de jeans anuais em fábricas caseiras. Trabalham sem parar em todas as épocas do ano, com exceção do carnaval: quando chega a semana de folga, eles aproveitam as vendas e passam o feriado em praias paradisíacas.