Infraestruturas verdes e seus impactos

OPINIÃO - Luiza Sobhie Muñoz

Data 13/03/2020
Horário 04:05

Fruto de processos de expansão urbana desenfreados e sem planejamento, as cidades têm enfrentado diversos problemas. Adensada, árida e impermeabilizada, a cidade enfrenta processos de verticalização que criam edifícios cada vez mais altos o que, segundo o arquiteto holandês Rem Koolhaas, faz das cidades contemporâneas espaços genéricos onde o arranha céu é personagem principal.

É dentro desse contexto de paisagem urbana e aliado à tecnologia e sustentabilidade, portanto, que novas infraestruturas verdes como jardins verticais, tetos verdes e as naturezas urbanas se popularizaram e têm sido aplicadas como alternativas à escassez de espaços destinados a áreas vegetadas nas cidades.

Assim como elementos do paisagismo tradicional, também promovem benefícios não apenas estéticos e psicológicos, mas, principalmente, ambientais, através de seu potencial em transformar a paisagem, integrar ambiente urbano e natureza, de amenizar os efeitos das ilhas de calor urbanas e em contribuir em aspectos de eficiência energética. É devido a esses aspectos que esses elementos paisagísticos têm sido implantados nas mais diversas localidades ao redor do mundo.

Adensada, árida e impermeabilizada, a cidade enfrenta processos de verticalização que criam edifícios cada vez mais altos

Na cidade de São Paulo, as unidades dos hospitais Sírio Libanês, da Avenida 9 de Julho, e do HCor possuem vastos jardins verticais em suas fachadas, além desse último possuir também teto verde, estratégia que permite a construção de áreas verdes nas coberturas das edificações. Em relação às naturezas urbanas, o edifício vertical Bosco Verticale, de autoria do escritório de arquitetura Boeri Studio, apresenta uma floresta vertical composta por árvores de pequeno, médio e grande porte, arbustos e forrações.

Dessa maneira, essas novas infraestruturas verdes são, além de alternativas de aumento da qualidade ambiental urbana, que está cada vez mais reduzida, estratégias de permanência da presença da vegetação nas cidades, que são organismos vivos e em constante transformação, de modo que sejam mais agradáveis, justas e com potencial para enfrentar o futuro.

 

 

 

 

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