Jovem prudentino é suplente da seleção brasileira de Astronomia

Após preparação no Centro de Ciências da FCT/Unesp, Erick Sakemi conquistou suplência na equipe que vai representar país na principal competição estudantil da área no mundo

PRUDENTE - DA REDAÇÃO

Data 25/05/2026
Horário 16:56
Foto: Cedida
Erick conquistou suplência na equipe brasileira após segundo treinamento para olimpíadas
Erick conquistou suplência na equipe brasileira após segundo treinamento para olimpíadas

“É extremamente gratificante contribuir na formação de alguém tão jovem e talentoso. Experiências como essa reforçam os motivos que me fizeram escolher a licenciatura em Física e a área da pesquisa espacial”. É assim que a estudante do segundo ano do curso de licenciatura em Física da FCT/Unesp (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista) de Presidente Prudente, Amanda Stela Ernandes Bernabé, resume a experiência em colaborar com a preparação do jovem de Presidente Prudente, Erick Keizo Assef Sakemi, um dos 45 brasileiros que disputaram vaga para representar o país na IOAA (Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica), a principal competição estudantil da área no mundo, que será realizada no Vietnã, no segundo semestre.

A preparação de Erick para as seletivas da IOAA envolveu uma intensa rotina prática. “Percebemos que ele tinha um excelente embasamento teórico, mas precisava desenvolver mais a parte prática. Foram dias de muita observação do céu, montagem de telescópios e construção de foguetes”, conta Amanda, que se tornou mentora de Erick após o auxílio de Luís Henrique Tigre Bertoldo, doutorando do PosMat (Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Materiais).

Durante os encontros, realizados no Centro de Ciências da FCT/Unesp, foram utilizados telescópios e equipamentos para observação de astros como Júpiter, a Lua e a Nebulosa de Órion. A equipe também construiu quatro protótipos de foguetes, chamados Ártemis, Anúbis, Odin e Regulus, lançados com água pressurizada no câmpus da universidade. A atividade permitiu analisar estabilidade, velocidade e alcance dos aeromodelos.

Entre os astros observados, estavam Júpiter, a Lua em fase cheia, estrelas de grande brilho aparente, aglomerados estelares e a Nebulosa de Órion. Além disso, com o auxílio do software Stellarium, foram identificados constelações, planetas e estrelas, além de discutidos conceitos matemáticos e físicos ligados à mecânica celeste.

“Com certeza, considero que essa ajuda foi fundamental para que eu pudesse ter a oportunidade de me familiarizar com essas dinâmicas. Agradeço muito à Amanda pela sua disponibilidade e vontade de me orientar, já que a mentoria foi muito importante para aperfeiçoar meu desempenho nos treinamentos”, afirma Erick.

Foto: Cedida - Equipe de suplentes da seleção brasileira passará por novo treinamento em junho

Interesse pelo Universo

Aos 16 anos, Erick já superou etapas importantes do processo seletivo promovido pela OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica). Foi aprovado na prova inicial da competição. Em seguida, avançou nas pré-seletivas online, compostas por três avaliações. Depois, garantiu classificação no Torneio Seletivo de Astronomia e Astrofísica da OBA, realizado entre os dias 9 e 12 de março, em Barra do Piraí (RJ). 

No início de maio, Erick participou da segunda etapa presencial do processo seletivo para a Olimpíada Internacional e conquistou uma das cinco vagas na equipe de suplentes da seleção brasileira, que também participa da OLAA 2026 (Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica). “Foi uma semana muito legal e única. Consegui classificação para a equipe de suplentes da seleção deste ano e, então, vou participar do terceiro treinamento em junho. Por mais que eu não tenha conseguido a vaga titular, para minha primeira experiência com olimpíadas internacionais já é algo que me deixa muito feliz”, afirmou o estudante.

Segundo Erick, o interesse pela Astronomia surgiu ainda na infância. “Desde pequeno, sempre tive curiosidade em conhecer o céu e grande vontade de aprender como o Universo funciona. Ainda quando criança, amava conteúdos de divulgação científica que marcaram o surgimento do meu interesse em astronomia e astrofísica”, relatou.

A mãe de Erick, Mara Sakemi, conta que foi a partir do 7º ano, ao realizar sua primeira prova da OBA, que esse interesse começou a se intensificar gradualmente, levando-o a conquistar medalhas nas edições seguintes.

"Essas conquistas significam superação, alegria e, acima de tudo, um profundo orgulho por ele ter vencido todas as etapas. Estamos vivendo momentos de tensão, ansiedade e também de esperança ao vê-lo avançar com excelente desempenho, mesmo sendo iniciante em uma olimpíada internacional tão desafiadora como essa", comemora a mãe.

Foto: Cedida - Treinamento de observação com telescópio na FCT/Unesp

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