Lixo

Sandro Villar

O Espadachim, um cronista a favor do tango e da tanga... na mulher dos outros

CRÔNICA - Sandro Villar

Data 02/09/2020
Horário 05:32

Assim não é possível. Lixo se acumula aos montes nas ruas de Prudente e até parece que os garis estão em greve. Ou o serviço de limpeza pública reduziu suas atividades por causa da pandemia? Carece alguém explicar.
A palavra "montes" pode ser interpretada como exagero de minha parte, mas não é. Na Rua Ernesto Benatti, por exemplo, o lixo forma um montinho respeitável. Parece aquele gráfico que as tevês mostram nos telejornais para designar o que chamam de platô, termo feio pra cachorro.
Cachorro? E não é que palavra puxa palavra, como explicava Machado de Assis? Como sou meio pudico (outra palavra "feia") não serei direto para chamar excremento de cão de outra coisa, como aquilo que na escrita começa com a letra B.
Pois é: a letra B me auxilia e, assim, não preciso ser chulo nesta conversa com o respeitável público. Nas minhas andanças pela Avenida Ana Jacinta e ruas adjacentes, tenho observado muita B de cachorro e, de tabela, de cadela. Eles não têm vergonha: "fazem" na rua mesmo. Por que os donos não recolhem a B? Deveriam carregar saquinhos plásticos. 
Além da titica dos cães, papelão, vidros, garrafas, paus, latas e até máscaras são encontrados nas ruas. Coisa feia. Não bastasse tudo isso, folhas secas também se acumulam nas sarjetas. É o que pode ser observado em vários trechos da Avenida Ana Jacinta, com muitos carros estacionados.
Você pode até dizer que folha seca não representa perigo. Acho que não é por aí. O perigo existe. Algum fumante pode jogar bituca de cigarro na sarjeta e, com essa secura, o risco de incêndio é grande. Até quando Prudente vai ter tanto lixo espalhado pelas ruas? 
Cidade limpa é outra coisa e, por falar nisso, nossa homenagem aos garis e coletores. Eles são essenciais e merecem ganhar bem. Também por falar nisso, no caso, a questão salarial, lembro que na Suécia os garis são muito bem remunerados, se comparados com os colegas brasileiros.
Uma reportagem da jornalista Cláudia Vallim mostrou como vive um casal sueco, ela médica veterinária e ele, gari. A médica ganhava o equivalente a R$ 17 mil e o marido, R$ 15 mil. Parece o Brasil, não é mesmo? Acho que o rei da Suécia é comunista. O primeiro-ministro idem.

DROPS

Veterinário coordenará programa de vacinação do Ministério da Saúde. Ué, não tem mais gente, o Brasil, agora, é habitado por animais?

Flordelis está por um triz?

Quem canta seus males encanta.

Brasil, fraude explica!
(Carlito Maia, publicitário)
 

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