Morre na capital a prudentina Ana Paula Rubini Amorim

Ela lutava pela segunda vez contra um linfoma e foi diagnosticada com Covid-19 no final do mês passado

PRUDENTE - ROBERTO KAWASAKI

Data 05/10/2020
Horário 10:19
Reprodução/Instagram - Ana Paula informou aos seguidores sobre a Covid Reprodução/Instagram - Ana Paula informou aos seguidores sobre a Covid Imagem: Reprodução/Instagram - Ana Paula informou aos seguidores sobre a Covid

Morreu ontem, na capital paulista, a prudentina Ana Paula Rubini Amorim, aos 30 anos. Ela lutava pela segunda vez contra um linfoma e foi diagnosticada com Covid-19 no final do mês passado. A rotina hospitalar foi acompanhada por seus seguidores nas redes sociais. 

Descrita como uma pessoa “de sorriso lindo” e que “deixava luz por onde passava”, Ana Paula comoveu os internautas ao falar diariamente sobre sua luta contra o câncer.

No Instagram ela compartilhava seus momentos com mais de 115 mil seguidores, e outros 389 mil no TikTok – plataforma utilizada por ela para gravar vídeos. 

Há uma semana, publicou uma gravação em que escreveu estar na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

“Vim pra cá porque n [não] estava conseguindo respirar e muita febre. Não consigo falar, desculpem, e olha o tanto de aparelho”, disse. Ela finaliza escrevendo: “Meu Deus é bom e vai dar tudo certo, orem por mim”.

Ana Paula Rubini Amorim morava no distrito de Montalvão e deixa o marido e uma filha de 10 anos. O sepultamento ocorreu às 10h de hoje, no Cemitério Municipal Campal, em Presidente Prudente. 

A luta pela vida

A batalha pela sobrevivência começou em 2013, quando Ana Paula descobriu um linfoma na região pélvica. De acordo com Ademar Rubini, irmão da prudentina, ela chegou a passar por uma cirurgia que trouxe a cura – momento complicado que quase custou a vida.

“Durante a quimioterapia ela teve uma intercorrência e fez uma nova cirurgia, mas descobrimos que não era necessário”, lembra. 

“O corpo não respondia aos remédios, e entregamos nas mãos de Deus. Como somos muito religiosos, acreditamos que tenha ocorrido um milagre porque ninguém soube explicar como a imunidade dela voltou a subir”, afirma Ademar.

Depois da cura, Ana Paula retornava para fazer avaliações, sempre positivas. No entanto, no começo desse ano ela foi pega de surpresa com o diagnóstico de um novo linfoma, desta vez, no órgão genital.

Com a retomada da quimioterapia, ela estava esperançosa pela cura, mesmo após ter contraído uma bactéria antes do término das sessões.

“Uma nova avaliação mostrou que ela precisava fazer um autotransplante, porque o linfoma poderia voltar a acometer o corpo inteiro”, explica o irmão. Mesmo contra a vontade dela, foram a São Paulo no IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer) onde ficou internada e contraiu a Covid-19

Inimigo invisível

O teste do novo coronavírus deixou a família com dúvidas, porque há dois meses o resultado na capital havia dado positivo, mas quando refez o teste em Prudente deu negativo. Já no final de setembro Ana Paula sentiu muita febre, e ela achou que pudesse ser a Covid. Foi então que fez um outro teste que trouxe o resultado positivo.

Apesar de uma nova batalha, o irmão lembra que ela estava sorridente e confiante. Tanto é que chegou a conversar com os pais por videochamada. A tomografia mostrou que mais de 50% do pulmão estava acometido pelo vírus, o que resultou em intubação.

Com o passar dos dias o corpo foi acumulando líquido e foi necessária uma máquina de hemodiálise. Porém, o equipamento foi retirado porque a pressão do corpo estava muito baixa. “Foi caindo, caindo, caindo e chegou a 3.5 antes da morte”, lembra o irmão. “Ela dormiu igual a um passarinho, foi embora sem sentir dor”.

Não somente para a família, para todos os que oravam por Ana Paula, o legado que fica é o de força, persistência e, acima de tudo, fé! 

Rotina de Ana Paula era publicada no TikTok

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