Negacionistas interromperam a vida de 600 mil brasileiros

Sandro Villar

O Espadachim, um cronista a favor do guaraná e do guarani

CRÔNICA - Sandro Villar

Data 12/10/2021
Horário 06:20

Gostaria de falar sobre o Dia das Crianças, incluindo o depoimento de uma filha que, após ganhar uma boneca de presente, foi clara: "Meu pai vai trocar a fralda". O pai concordou. Ou lembrar da menina que ficou triste ao saber que sua mãe prepararia um prato com carne de Sol. "Eles vão matar o Sol para fazer carne", observou a garotinha em sua inocência.
 Por falar em inocência, não são inocentes dezenas de energúmenos negacionistas que direta e indiretamente contribuíram perversamente para interromper a vida de mais de 600 mil brasileiros, vítimas da pandemia de Covid-19.
É preciso lembrar com todas as letras que pelo menos 400 mil pacientes teriam sobrevivido se tivessem tomado vacina. Não foram vacinados porque atrasaram a compra de vacinas. O número de 400 mil, que poderiam escapar com vida, foi divulgado por quem é do ramo, enfim, por quem entende do assunto. No caso, refiro-me ao infectologista Pedro Hallal, gaúcho de Pelotas e homem sério.
Ele não tem papas ou bispos na língua e volta e meia aparece na televisão para denunciar o descaso oficial e alertar a população. Também é preciso não esquecer(repito: não esquecer)que muitas vítimas eram mulheres grávidas.
Alguns bebês sobreviveram, mas outros não tiveram a mesma sorte. Então, meus senhores e minhas senhoras, há que se considerar que bebês  com quatro, cinco meses(em formação)também não tiveram o direito de nascer por culpa dessa cambada e, com isso, o número de mortos ultrapassa 600 mil, incluindo os bebês. 
Claro, quem estava no útero da mãe também entra na estatística. Ou não estão contando os bebês? É uma obviedade, mas as obviedades, às vezes, precisam ser repetidas à exaustão, como no caso em questão.
Houve guerras nas quais não morreram tanta gente assim. Por falar nisso, o número de vítimas brasileiras acaba de se igualar ao número de mortos da guerra civil americana. Algumas fontes, no entanto, indicam que o conflito nos EUA matou ao menos um milhão de soldados.
A pandemia dá sinais de arrefecimento no Brasil, mas não é hora de baixar a guarda. Muita gente se arrisca e sai por aí sem máscara. Outro dia um casal de adolescentes, deitado um sobre o outro, se beijava adoidado sem máscara numa rua de Prudente. 
Tomara que a situação melhore, mas acho que as medidas preventivas não serão abolidas tão cedo, principalmente a máscara. Ah, sim: tem gente que come nos bares e restaurantes e coloca a máscara em cima da mesa. Que nojo! Deixa a máscara no queixo, sô! Acho que é mais higiênico.

 

DROPS

Dinheiro é como higiene: quanto mais, melhor.

O dinheiro é o melhor amigo do homem.

É melhor dois pássaros voando e nenhum na mão.

Os preços estão muito salgados. Vai faltar sal em Mossoró.
 

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