Nesta sexta, grupo paulistano tira Samba do Baú no Sesc Thermas

Cartola, Candeia, Nelson Cavaquinho, Dona Yvonne Lara, Chico Buarque, Adoniran Barbosa são algumas das pérolas que você pode pedir!

VARIEDADES - OSLAINE SILVA

Data 27/01/2017
Horário 09:45
 

Hoje, às 20h, tem mais um Sexta do Samba no Sesc Thermas de Presidente Prudente. Retomando o que o técnico de programação da unidade, André Luis Locateli expôs no primeiro show do projeto desta segunda edição, quando teve como atração a cantora prudentina Elly Guimarães em "Sambas & Enredos", ele ressalta que a ideia do mesmo é evidenciar a qualidade dos artistas locais e ao mesmo tempo trazer sucessos já conhecidos. Como é o caso do grupo paulistano Samba do Baú, composto por Anderson Ribeiro, 37 anos, (surdo e voz) Anderson Oliveira (pandeiro e voz), Ricardo Raiz (cavaquinho) e Vagner Lima (violão sete cordas).

Grupo de muita tradição e prestígio exalta nesta noite sucessos gloriosos de gênios que estão sempre presentes no repertório de suas apresentações como: Cartola, Chico Buarque, Nelson Cavaquinho, Geraldo Filme, Adoniran Barbosa, Zé Kéti, Clara Nunes, Paulinho da Viola, Ataulfo Alves, Clementina de Jesus, Elis Regina, Paulo César Pinheiro, Eduardo Gudin, Gonzaguinha, Ciro Monteiro, Bidê & Marçal, Ataulfo Alves, Osvaldinho da Cuíca, Dorival Caymmi, Paulo Vanzolini, Monsueto, Martinho da Vila, Candeia, João Nogueira, Dona Ivone Lara, Elton Medeiros, Monarco e por ai vai!

Jornal O Imparcial Samba do Baú nasceu do desejo de levar ao público um autêntico samba de raiz e mostra tudo isso hoje no Sesc

De acordo com Anderson Ribeiro, o projeto Samba do Baú nasceu do desejo de levar ao público um autêntico samba de raiz, com mais cadência e histórias das músicas. E o nome do grupo não é toa, isso porque durante suas apresentações têm como marca registrada, um baú, em frente ao palco, onde os frequentadores colocam seus pedidos musicais. Conforme a apresentação se desenrola, o baú é aberto e os pedidos vão são atendidos.

"Literalmente no palco tiramos os pedidos do público ‘do fundo do baú’. Temos mais de 20 anos de carreira e com o projeto 11. Graças a Deus a galera gosta muito. O legal é saber que tem muita gente fazendo isso. Claro que toda renovação é bem vinda e necessária, mas não podemos esquecer quem nos deu a base. Esperamos ver o Sesc cheio e dentro dessa perspectiva tirar essa onda junto com a gente", almeja Anderson Oliveira.

É bom ressaltar que durante a apresentação os músicos contam como surgiram os instrumentos musicais narram a história do samba. Ah, por ser um samba mais tradicional o figurino dos integrantes é conforme os primórdios do samba, ou seja, chapéu, sapato bicolor, calça branca e camisa exaltando uma agremiação.

 

Raízes cultivadas

Antes de 2005, esses amigos se apresentavam como o Grupo Daquele Jeito tocando na noite. E por situações de casas noturnas que queriam um repertório atual, com músicas comerciais, não tinham a oportunidade de tocarem aquele sambas de raiz e os que oferecem cultura aos frequentadores, que vem através dos pais, avós. Então ai começaram a fazer uma roda de samba e veio a ideia de pensar em algo que vinculasse com o resgate dessa cultura popular brasileira. Dai pensando no ditado popular quando alguém se refere a algo muito antigo: "do fundo do baú", pronto nascia o nome do grupo.

"Particularmente, acredito que a música é a inspiração da vida. Um acalanto. É aquilo que traz a paz para as pessoas, seja na alegria ou tristeza. Ela explora e transparece uma forma, o compositor, por exemplo, geralmente quando vai compor uma música ele coloca ali uma história que sempre tocará alguém em algum momento de suas vidas", denota o músico

Anderson Oliveira lembra que notavam, na época, o desinteresse ou pouco conhecimento por uma parte da nossa cultura popular, notoriamente pelo samba raiz, e chegaram a seguinte reflexão: "Será que esta camada da população tem tido oportunidade de conhecer este legado da nossa cultura popular".


Próximas atrações


Na próxima sexta-feira, dia 3, quem vem com tudo para esquentar o projeto é o grupo Samba da Vela que há mais de uma década e meia mantém a chama acesa na Zona Assim como fazem no projeto permanente, antes do show o grupo acende uma vela no palco e enquanto ela não derreter por completo, o show não pode parar.

E, finalizando, no dia 10, Chico Mendes que esteve aqui há dois anos promete incendiar a Área de Convivência do Sesc: de alegria e alto astral.

 

SERVIÇO


A entrada para o Sexta do Samba é gratuita para trabalhadores do comércio credenciados no Sesc (para se credenciar, basta apresentar carteira de trabalho – que comprove registro em uma empresa do comércio – RG e CPF). Demais apreciadores do gênero pagam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada).  Os ingressos para a primeira noite do Sexta do Samba estão disponíveis para retirada gratuita e/ou venda na bilheteria do Sesc.

Lembrando que: a classificação indicativa é de 16 anos. A entrada de menores a essa idade será permitida apenas se acompanhados de responsável legal, com documentação oficial de ambos.

 

Veja também