O bilhete que venceu o aluguel: a história da aposentada que transformou solidariedade em R$ 300 mil

SINOMAR CALMONA

Dona Zélia Maurícia de Jesus, de 70 anos, realizou o sonho da casa própria após anos de contribuição ao CIACAP em prol do Hospital de Esperança; prêmio veio enquanto ela preparava o almoço de domingo

COLUNA - Sinomar

Data 22/04/2026
Horário 04:12
ZÉLIA MAURÍCIA DE JESUS RECEBE O CHEQUE SIMBOLICO DE 300 MIL REAIS DO CIACAP
ZÉLIA MAURÍCIA DE JESUS RECEBE O CHEQUE SIMBOLICO DE 300 MIL REAIS DO CIACAP

O domingo de Dona Zélia Maurícia de Jesus seguia a rotina tranquila de uma aposentada em Presidente Prudente. Com o título de capitalização CIACAP sobre a cama, ela acompanhou os primeiros sorteios pela televisão, mas o compromisso com o fogão a chamou para a cozinha. "Deixa nas mãos de Deus", pensou, enquanto cuidava das panelas.
O que ela não sabia é que, naquele exato momento, o seu nome estava sendo anunciado para todo o Oeste Paulista. O telefone tocou, e o aviso veio como um estalo: as panelas ficaram para trás, quase queimando no fogo, enquanto a realidade de uma vida inteira de aluguel começava a se dissipar na sala de casa.

O "ACORDA" QUE MUDOU UMA VIDA
A princípio, a ficha demorou a cair. Ao atender a ligação da equipe do sorteio, Dona Zélia ainda tentava entender a dimensão da notícia. Foi quando ouviu do apresentador o anúncio que paralisou o tempo: "Acorda, mulher, você ganhou 300 mil!".
Aos 69 anos — prestes a completar 70 —, a mulher divorciada, mãe de três filhas e avó de seis netos, viu o "giro da sorte" se transformar em um porto seguro. Para quem pagava aluguel há décadas e via o sonho da casa própria como algo distante, o prêmio não foi apenas um valor financeiro, mas a concretização de uma prece atendida na "melhor hora possível".

SOLIDARIEDADE DE MÃE PARA FILHA
O que torna a história de Dona Zélia ainda mais emblemática é a sua motivação para comprar o CIACAP durante tantos anos. Mais do que a busca pelo prêmio, o que a movia era o Hospital de Esperança (HE). A ligação com a instituição é profunda e familiar: uma de suas filhas trabalha no setor de marketing do hospital, permitindo que Zélia acompanhasse de perto a luta diária pela saúde na região.
"Eu compro faz tempo para ajudar o hospital. Esperava ganhar um dia no giro da sorte, mas não tudo isso", confessa emocionada. A vitória de Dona Zélia é, também, a vitória de uma rede de apoio que sustenta o tratamento oncológico em Presidente Prudente.


FÉ NO BRASIL E NO PRÓXIMO
Agora, com o prêmio em mãos e o plano de comprar sua casa própria finalmente em execução, Zélia deixa um recado para quem, assim como ela, mantém a esperança viva em cada bilhete: "Comprem sim, tanto para ajudar o hospital como para também um dia ganhar como eu ganhei".
Para a família Maurícia de Jesus, o almoço de domingo pode ter quase queimado, mas o futuro, a partir de agora, tem o sabor doce da realização e a tranquilidade de quem, finalmente, tem um teto para chamar de seu.

 

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