O lado oculto da Covid-19

OPINIÃO - Rosana Borges Gonçalves

Data 06/11/2021
Horário 04:30

Com a pandemia, a população mundial foi obrigada a adaptar-se a uma realidade onde uma das alternativas encontradas, a princípio, foi ficar em casa. O medo do desconhecido apavorava a todos. O Brasil chegou a registrar, no dia 8 de abril de 2021, um total de 4.249 mortes em um único dia. 
Com a maioria do comércio fechado por conta de medidas restritivas, o brasileiro viu-se obrigado a uma nova forma de trabalho. A utilização de aplicativos de mensagens para fins comerciais, as mídias sociais para demonstração e vendas online e isto sem contar as vendas de produtos por deliverys que nunca cresceram tanto... Enfim, uma nova realidade, que fez com que alguns hábitos se consolidassem. 
Uma pesquisa realizada pela Ebit/Nielsen (plataforma de opinião de consumidores do Brasil) mostra que as vendas no comércio eletrônico devem crescer 26% e alcançar R$ 110 bilhões no ano de 2021. É o ser humano provando mais uma vez sua total capacidade de resiliência. E como diz L. Gomes "Na crise, enquanto uns choram, outros vendem lenços".
Na área da educação não poderia ser diferente.  Uma análise feita pelo Fórum Econômico Mundial aponta uma face menos traumática, talvez até oculta para muitos, a inovação educacional. 
A pandemia acabou por enfatizar o ensino híbrido ou “blended learning”. Este ainda pouco conhecido no Brasil, mas já utilizado desde os anos 1999-2000 pela Universidade de Wisconsin-Milwaukee nos EUA no qual se desenvolveu a partir de um programa de incentivo aos docentes para que criassem cursos híbridos. 
O método conta com aulas online, gamificadas, até aulas com transmissão direta em TV fechada, ou qualquer outra forma interativa, desde que se utilize outros meios que não sejam somente aqueles costumeiros de sala de aula (giz e apagador). O principal foco do ensino híbrido é aumentar o interesse dos alunos, auxiliar no desenvolvimento da criatividade e potencializar o contato com diversas culturas. E a internet nesse contexto tem o papel fundamental de diminuir distâncias, tanto físicas quanto cognitivas. 
Chegamos à era da inovação! Os alunos de hoje não são iguais àqueles da década de 90, onde mal se sabia qual era a função de um computador. A rotina de um adolescente pode ser vista dentre uma curtida e outra nas redes sociais ou naquele jogo online repleto de fases onde seu reflexo e habilidade é o que conta. Então por que não aproveitar todo esse conhecimento? Uma verdadeira quebra de paradigmas! As novas tecnologias voltadas para o ensino. Desafios educacionais em meio a recursos digitais fazem com que estes jovens encontrem sentido naquilo que aprendem na escola de forma muito mais criativa e produtiva.
Diante de tantas transformações, é nítido que o biênio 2020-2021 deixa também algumas marcas de forma muito positiva, fruto de um lado oculto deixado pela Covid-19. 
 

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