O olhar prudentino sobre o abismo: Adriano Kirihara desbrava a Chapada Diamantina

SINOMAR CALMONA

Em expedição para a revista de bordo da Azul, fotógrafo prudentino percorreu 30 km de trilhas, incluindo a mística Cachoeira da Fumaça, onde a água desafia a gravidade e a névoa dita o ritmo da lente

COLUNA - Sinomar

Data 22/01/2026
Horário 04:45

Para o fotógrafo prudentino, Adriano Kirihara, a busca pela imagem perfeita não é feita apenas de técnica, mas de resistência física e introspecção. Recentemente, Kirihara embarcou em uma jornada de cinco dias pelo coração da Bahia, na Chapada Diamantina, com uma missão específica: registrar as maravilhas da região para uma reportagem especial da revista de bordo da Azul Linhas Aéreas.
O desafio mais emblemático foi a trilha rumo à Cachoeira da Fumaça. Foram 12 quilômetros de percurso (ida e volta) que exigiram mais do que apenas preparo físico. "É um caminho que exige fôlego, silêncio interno e, no meu caso, uma mochila pesada de equipamentos", relata o fotógrafo. Para Kirihara, essa é a "velha saga" de quem escolhe não apenas ver a natureza, mas imortalizá-la de perto.

ONDE A ÁGUA VIRA NÉVOA
Ao atingir o topo do cânion, o esforço é recompensado por um espetáculo raro. A Cachoeira da Fumaça recebe esse nome por um fenômeno físico impressionante: devido à grande altura da queda (quase 400 metros) e à força do vento, a água muitas vezes não chega a tocar o solo, dissipando-se no ar antes de atingir o fundo, criando uma cortina etérea de vapor.
"Do alto, a cachoeira impressiona. A água se dissipa e forma uma névoa constante", descreve Adriano. O registro desse momento captura a efemeridade da natureza, onde o estado líquido e o gasoso se misturam em um balé visual captado com precisão pela lente do prudentino.

O CAMINHO VALE TANTO QUANTO O DESTINO
Acompanhado pela jornalista, Manu Sombra, Adriano percorreu aproximadamente 30 km ao longo de toda a expedição. No entanto, para ele, o resultado final — as fotos publicadas — é apenas uma parte da história. O fotógrafo faz questão de destacar que a experiência reside na jornada.
Nas fotos da trilha de 12 km da Fumaça, fica evidente que as formações rochosas, a vegetação típica e a luz que banha o sertão baiano são protagonistas tanto quanto a queda d'água principal. "O caminho vale tanto quanto a cachoeira", afirma.
Essa expedição reforça o nome de Adriano Kirihara como um dos grandes cronistas visuais da natureza brasileira, levando o talento de Presidente Prudente para as alturas, nas páginas das revistas distribuídas em voos por todo o país.

BASTIDORES DA EXPEDIÇÃO:
Destino: Chapada Diamantina, Bahia (Cachoeira da Fumaça).
Distância percorrida: 30 km (total) / 12 km (trilha da Fumaça).
Duração: 5 dias de imersão.
Equipe: Adriano Kirihara (fotografia) e Manu Sombra (jornalismo).
Publicação: Revista de bordo da Azul Linhas Aéreas

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