Paternidade: filhos também nascem do coração

Nesta data especial, pais contam como foi a espera e a chegada dos filhos adotivos 

PRUDENTE - ROBERTO KAWASAKI

Data 08/08/2021
Horário 04:00
Foto: Weverson Nascimento
O piloto Newton é pai de Alexandre, e está novamente na fila de adoção
O piloto Newton é pai de Alexandre, e está novamente na fila de adoção

A paternidade não é definida somente por laços biológicos, mas também pela adoção. Acima de qualquer relação familiar ou não, o que vale é o amor e a dedicação para com os filhos. Na edição de hoje, O Imparcial conta a história de duas famílias Presidente Prudente que aguardaram longos anos na fila de espera para a chegada do primeiro filho; um sentimento que não pode ser descrito somente em fotografias e palavras, mas nos gestos de carinho entre os papais e suas crianças. 

Jefferson Cortez de Oliveira, 48 anos, repórter cinematográfico, passará o primeiro Dia dos Pais com a filha, de 1 ano e oito meses. Mesmo com dificuldades na fala, devido a um derrame sofrido há mais de 15 anos, ele não escondeu a emoção ao falar com a reportagem sobre essa nova experiência.

“É um motivo para eu me levantar todos os dias. Olhar para ela, isso para mim não tem preço”, afirma. A filha, que teve o nome preservado, chegou ao novo lar no final de julho, ou seja, o Dia dos Pais será uma experiência e tanto para Jefferson. 

“Foram dois anos no esquema burocrático com documentação, curso para me tornar apto a ser pai adotivo, e depois mais quatro anos de espera na fila. No Brasil esse processo é muito burocrático, tem que provar que tem casa, condições financeiras, até aí é correto. O problema maior é a demora na adoção. Para nós foi angustiante, ainda bem que acabou”, comemora, juntamente com a esposa Jucimara Vitorino de Oliveira, 49 anos. “Espero o Dia dos Pais com muita alegria, espero que seja maravilhoso e tenho certeza que será”, salienta Jefferson. 

Nova esperança

O piloto de avião, Newton Ataíde de Oliveira, 44 anos, já passou pela mesma experiência que Jefferson. Ele e a esposa Priscila Guidini de Oliveira, 46 anos, são pais do Alexandre, de 7 anos, e passarão mais uma data especial agora com uma nova esperança: a adoção de outra criança. “No momento que decidimos constituir nossa família, já tínhamos a ciência de que biologicamente seria impossível. Estamos novamente na fila de adoção, agora esperando uma menina”, afirma Newton. A chegada do Alexandre levou dois anos, e, segundo a família, não demorou mais por conta da idade dele na época. 

“Tivemos que passar por várias entrevistas com psicóloga e assistente social, até que estas dessem um parecer favorável de que estávamos capacitados para iniciar um curso preparatório durante um mês no Fórum. Vai fazer cinco anos em novembro que estamos com ele. [O Alexandre] nos trouxe muita alegria, me sinto muito abençoado por ter tido essa oportunidade de tê-lo como filho. Comemoro com minha família celebrando o dom e capacidade de, dia após dia, poder transmitir todos os ensinamentos que tive de meu pai para meu filhote, agradecendo a Deus esse presente na minha vida”, comemora Newton. 

Foto: Cedida

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Jefferson é pai de primeira viagem: “Ela é o motivo para eu me levantar todos os dias”

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