Planeta do Covid

Sandro Villar

O Espadachim, um cronista que não canta em cantonês

CRÔNICA - Sandro Villar

Data 25/10/2020
Horário 05:31

Não sei se vocês já repararam, mas a palavra Covid lembra cova que é para onde essa doença já mandou milhares de pessoas, principalmente nos EUA, Brasil, Índia e Reino Unido. Aliás, o governo britânico voltou a tomar medidas drásticas por causa da segunda onda da pandemia.
Evidente que a coisa é séria e, por isso mesmo, não dá para fazer pilhéria do tipo "fulano está com o pé na Covid". Ou pé na Covid, acrescentando o número 19. Agora, quem está mesmo com o pé na Covid, quer dizer, na cova é a economia brasileira.
O PIB do Brasil, agora, não passa de um Pibinho. Não consegue alçar nem voo de galinha. Há o risco de cair de uma altura de 5 metros, quer dizer, risco de cair 5%. Chamem o resgate. Pibinho menor que ovo de beija-flor e, do jeito que a coisa vai, dificilmente atingirá o tamanho do ovo do avestruz.
Com a Covid-19, os fabricantes de álcool gel e de máscaras certamente estão rindo de orelha a orelha. Estoques se esgotam rapidamente. Álcool gel e máscaras vendem mais do que sorvete no verão. Não há motivo para pânico, mas o pânico discreto nas ruas já é uma realidade, apesar dos desmentidos oficiais.
O álcool, que já foi a perdição da humanidade, hoje parece ser a salvação. Nos orientam a lavar as mãos no capricho por pelo menos 20 segundos várias vezes ao dia. Imaginem a conta de água no fim do mês. Acionistas da Sabesp agradecem. 
Já que é fundamental lavar as mãos com água e sabão à vontade, imaginem se Pôncio Pilatos fosse nosso contemporâneo. Evidente que ele seria o garoto-propaganda de uma campanha do Ministério da Saúde, com a missão de ensinar o povo a lavar as mãos corretamente. 
Pilatos era especialista na arte de lavar as mãos. Tanto que se preocupou "com problemas de higiene naquela hora de crise", como dizia o Tarso de Castro.
Memes sobre máscaras estão na internet. Uma mostra um sujeito que, digamos, abusa da ostentação. É que a máscara que o gajo usa é de grife. Tem até o desenho daquele famoso jacaré.
E o Ariovaldo foi passar umas horas debaixo de bons lençóis com a amante num motel e, precavido com a Covid 19, manteve a máscara na fuça. Na hora da "ação", a máscara caiu. Depois do ato, que deve aumentar a população mundial, ele colocou um pedaço de pano no rosto sem perceber que não era a máscara branca original.
 Depois de deixar a filial em casa, rumou para o lar salgado lar, onde chegou tarde da noite. A matriz, no caso, a esposa, levou um baita susto e saiu no tapa com o marido. "Mas o que é isso?", perguntou a pobre mulher.
Ariovaldo tinha no rosto a calcinha da amante. Como, minha senhora? A senhora está curiosa para saber a cor da calcinha?  Era vermelha, madame. Vermelha, como o sangue que escorreu da cara do sedutor depois de levar paneladas da esposa.

DROPS

Às vezes, a verdade só vem à tona se o mergulhador for competente.

A cor do dinheiro é uma cor que o pobre quase não vê.

A crise entre os Poderes tem um fundo de verdade ou um raso de verdade?

A Terra é plana, desde que você esteja num campo de futebol.
 

Veja também