Polícia Civil conclui relatório de operação que prendeu Deolane Bezerra e formaliza 7 indiciamentos

Ação também cumpriu mandados de prisão contra Marco Herbas Camacho, o Marcola, considerado chefe de facção criminosa, e parentes dele

REGIÃO - DA REDAÇÃO

Data 29/05/2026
Horário 12:18
Foto: Redes sociais
Deolane está presa desde o dia 22, na Penitenciária Feminina Tupi paulista
Deolane está presa desde o dia 22, na Penitenciária Feminina Tupi paulista

A Polícia Civil de Presidente Venceslau anunciou nesta sexta-feira que concluiu e encaminhou ao Poder Judiciário o relatório final complementar da Operação Vérnix, resultado da primeira etapa de análise dos materiais apreendidos durante a fase ostensiva da investigação. 

Deflagrada no dia 21, a operação conjunta com o MPE (Ministério Público Estadual) resultou na prisão da influenciadora Deolane Bezerra por suspeita de lavagem de dinheiro de uma facção criminosa que age dentro de fora dos presídios. A ação também cumpriu mandados de prisão contra Marco Herbas Camacho, o Marcola, considerado o chefe da organização, e parentes dele. Marcola já estava preso em uma unidade de segurança máxima no Distrito Federal. Ao todo, seis prisões preventivas tinham sido decretadas.

Como noticiado neste diário, também havia sido determinado o bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões, sequestro de 17 veículos, incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, além de quatro imóveis vinculados aos investigados.

“Com base nos novos elementos probatórios, a Polícia Civil formalizou sete indiciamentos e apresentou representações complementares ao Poder Judiciário. Entre as medidas requeridas estão o sequestro cautelar de veículos localizados durante a operação, a ampliação de bloqueios patrimoniais, a custódia judicial de joias e relógios apreendidos e o compartilhamento de informações com a Polícia Federal diante da identificação de indícios relacionados a possíveis crimes de natureza tributária”, declarou a Polícia Civil, nesta sexta-feira.

Conforme o órgão, a análise dos materiais arrecadados produziu novos elementos de informação que reforçam os indícios de autoria e a materialidade dos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais apurados no procedimento.

“Os trabalhos desenvolvidos pela equipe de investigação indicam que o grupo investigado permanecia em atividade no momento da deflagração da operação, inclusive promovendo a reestruturação de empresas utilizadas, em tese, para a ocultação e dissimulação de patrimônio e recursos financeiros”, detalha a Polícia Civil.

“Também foram identificados indícios da utilização de novas pessoas jurídicas, movimentações patrimoniais recentes e mecanismos alternativos de circulação de valores, incluindo operações envolvendo ativos virtuais”, prossegue o órgão. “As investigações prosseguem com a análise gradativa dos materiais apreendidos, podendo resultar na adoção de novas medidas de polícia judiciária e na identificação de outros envolvidos”, finalizou.

Em cárcere

Deolane está presa desde o dia 22, na Penitenciária Feminina Tupi paulista. Ela é suspeita de lavar dinheiro da facção criminosa por meio de uma transportadora de fachada. Sua defesa afirma que ela é inocente e classifica as medidas contra a influenciadora como “desproporcionais”. 

Já Bruno Ferullo, que defende Marcola, seu irmão e uma sobrinha, todos alvos de mandados de prisão na operação, afirmou que o cliente não coordena a facção de dentro da cadeia, como apontam as autoridades.
 

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