PP não terá tradicional desfile de 7 de Setembro

Decisão do exército visa zelar pela saúde da população; 1° sargento sugere ao povo neste ano uma celebração individual e reflexiva para superação do momento

VARIEDADES - MARCO VINICIUS ROPELLI

Data 05/09/2020
Horário 09:00
Arquivo - Organizado pelo TG, desfile apresentava grupos escoteiros, policiais, bombeiros e outros 
Arquivo - Organizado pelo TG, desfile apresentava grupos escoteiros, policiais, bombeiros e outros 

Há 198 anos, Pedro I, às margens do Rio Ipiranga, como conta a história, bradou: “Independência ou morte!”.  É possível que o primeiro monarca dessas terras tupiniquins tenha pensado que aquele dia poderia ser considerado um dos mais importantes e comemorados no Brasil. Mas algo que ele, com certeza, não imaginou é que, quase 200 anos depois, as comemorações, como os tradicionais desfiles e cerimônias, seriam impedidas de ocorrer por um inimigo: não a antiga Portugal, mas um vírus pandêmico. 
Em Presidente Prudente, informou à reportagem deste diário o chefe de instrução do TG (Tiro de Guerra), subtenente Jaires Ferreira da Silva, será seguida a recomendação que o alto escalão do Exército Brasileiro deu aos demais quartéis e TGs do país: que não ocorram desfile ou cerimônias que, por suas vezes, causam aglomerações e, portanto, riscos à saúde.
“Alguns quartéis com efetivos maiores e maior estrutura farão cerimônias, como o hasteamento da bandeira nacional com as devidas precauções de saúde, mas aqui em Prudente não haverá cerimônia”, explica o instrutor do TG prudentino, 1° sargento Vitor Henrique Batista.

Por dias melhores

Batista lembra que, ainda que não haja celebrações oficiais, por conta da ameaça da Covid-19, é importante que os brasileiros tenham sentimento patriótico pela data da Independência do país, e acredita que tal sentimento será importante para a união do Brasil, que levará todos os brasileiros a terem esperança na vinda de dias melhores, livres da ameaça da nova doença. 
“Percebemos que a noção do patriotismo vem se perdendo, e é isso que tentamos resgatar nos jovens que fazem o Tiro de Guerra. Antes esse sentimento se aflorava em situações em que a pátria se unia, como em eventos esportivos como Olimpíadas e Copa do Mundo de Futebol, agora até isso está se perdendo”.
O 1° sargento lembra que o exército não está acima da sociedade, mas é parte da sociedade, por isso, obedecem às mesmas regras de saúde que o restante do país. Sem os desfiles, portanto, em nome do TG, Batista passa a mensagem de esperança e união para superação dos desafios. “Um dos maiores problemas do Brasil é que se tornou um campo de batalhas ideológicas”, ressalta. Para ele, a superação da pandemia e dos reflexos danosos que ela trará para a sociedade e economia, só se dará em um país em que o povo está junto pelo avanço e a celebração individual e reflexiva do 7 de setembro pode gerar isso.

 

 

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