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Precisamos falar sobre desenvolvimento sustentável

OPINIÃO - Leonardo Lima

Data 30/03/2019
Horário 04:26

Por que ter consciência empresarial? Pode não ser claro ainda para muitos, mas é preciso que as companhias reflitam sobre seu impacto socioambiental e as mudanças clamadas pela sociedade. Em mais de 12 anos à frente de projetos que dialogam com essa realidade, tenho visto a crescente preocupação do público com o tema, fazendo ganhar força quando se fala não só de lucro, mas também de reputação.

É necessário entender o propósito maior que a empresa leva em seu DNA, conscientizando cada funcionário, acionista, fornecedor e cliente. Nossa marca tem traduzido essa consciência em uma política global, que nos faz atuar em um Capitalismo Consciente pioneiro para o setor de alimentação rápida. Denominamos essa política como uma Escala para o Bem, que se reflete em ações mundiais, regionais e locais.

2019 marcará o nosso décimo primeiro ano de apoio à WWF (Fundo Mundial para a Vida Selvagem e Natureza, na sigla em inglês) Brasil e a Hora do Planeta, ação de sensibilização para o uso de recursos do planeta, as mudanças climáticas e seu impacto. É um momento de demonstrar preocupação com a questão ambiental. Mas vamos além. Até 2030 vamos diminuir em 36% nossas emissões de gases de efeito estufa, além de 20% do que é emitido pela nossa cadeia de suprimentos. No Brasil, já temos o orgulho de dizer que 100% das nossas embalagens são provenientes de fontes renováveis ou certificadas, grande parte dos restaurantes já possui sistemas de captação e reutilização de água e na maioria deles utilizamos luzes com a tecnologia LED, que reduz a utilização de energia, além de ser a primeira rede de serviço rápido a comprar carne proveniente de regiões onde a pecuária é mais produtiva e requer menos espaço, desestimulando a necessidade de desmatamento.

É preciso ter equilíbrio em tudo. Nos negócios e nos investimentos sustentáveis não é diferente. Mas promover iniciativas como as citadas acima e manter a liderança de mercado não é uma combinação utópica, porém requer compromisso firme e perene. Compromisso esse que determinará quais empresas deixarão de dialogar com seus públicos e desaparecerão e quais se perpetuarão e vão seguir ajudando a construir um mundo cada vez mais sustentável. Esperamos estar no mercado pelos próximos 50, 100 anos. Esse objetivo requer pensar de forma diferente e corajosa assumindo os riscos e benefícios de liderar a categoria.

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