Primeiro passo é levantar situação de assentamentos, diz Nabhan

Prudentino e presidente da UDR foi nomeado como titular da Secretaria Especial de Assuntos Fundiários, no governo Bolsonaro

PRUDENTE - THIAGO MORELLO

Data 23/11/2018
Horário 06:39
Arquivo - "Invasores não terão direito a nada", frisa Nabhan
Arquivo - "Invasores não terão direito a nada", frisa Nabhan

O prudentino e presidente da UDR (União Democrática Ruralista), Luiz Antônio Nabhan Garcia, foi nomeado como o titular da Secretaria Especial de Assuntos Fundiários, no governo do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro (PSL). À reportagem, na tarde de ontem, além de confirmar o cargo, o pecuarista deixou claro que, ao assumir a pasta, o primeiro passo será realizar um levantamento “amplo e geral” em todo o Brasil, em que o governo federal tem participação e investiu em assentamentos.

A ideia, de acordo com Nabhan, é verificar o que está ocorrendo nesses locais. “Onde houve investimento do governo, é preciso entender o que se passa: se há comercialização e venda ilegal de lotes, se o uso do solo está sendo feito corretamente, enfim, uma séria de situações que nasceram de contrapartida do governo”, aponta. Ele não deixa de citar que, a situação faz-se necessária, uma vez que se trata do dinheiro público aplicado, e, sendo assim, o uso deve ser correto.

Com isso, a intenção é “transformar lotes em verdadeiras empresas rurais”, contempla o futuro secretário. Nabhan busca explicar que, onde há o funcionamento ideal dessas terras, também será necessário garantir o esforço do governo, “em fazer a sua parte”, e promover o incentivo para trabalhar e produzir mais. “Aquele assentado que foi alvo de um processo ideológico e politico e permanece em seu lote sem saber o que fazer, precisará de assistência”, completa.

E ao ser questionado sobre invasões de propriedades, Nabhan pontua que a situação faz parte do segundo passo: fazer uma reforma agrária dentro da lei. “Nada fora da lei. A invasão é crime. Cometeu um crime? Não poder beneficiado com nada”, garante. Além disso, nos casos em que haja “terras improdutivas”, o repasse será feito àquele cidadão que tem um perfil e pode provar que tem o conhecimento de ser um produtor rural. “A ideia é promover o desenvolvimento agrário e não bagunça agrária”, enfatiza.

Por fim, o pecuarista deixa claro que, independente de ser da região de Presidente Prudente, ele foi escolhido para fazer parte de uma secretaria especial do governo federal, desta forma, fará o trabalho para o país e não regionalizado. Ele cita ainda que a pasta tem o peso de um ministério, lidando com todas as questões agrárias e fundiárias, englobando programas sociais, questões de apropriações e desapropriações de imóveis e etc.

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