Presidente Prudente foi escolhida como sede de um dos cinco Centros-Piloto de Referência Queijeira do território paulista, como parte de um projeto que é fruto de cooperação internacional entre a Embaixada da França no Brasil e a SAA (Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo). Sendo assim, a cidade atuará como polo regional de disseminação tecnológica, formação de produtores e qualificação da produção artesanal de queijos.
A Etec (Escola Técnica Estadual) Professor Doutor Antônio Eufrásio de Toledo, conhecida como Colégio Agrícola, que integra o Centro Paula Souza, foi selecionada por reunir infraestrutura educacional adequada, capacidade técnica instalada e inserção regional na cadeia do leite, o que favorece a formação de profissionais e a disseminação de boas práticas, informa a SAA. Um curso voltado a pesquisadores, professores, produtores especializados e técnicos, que após a capacitação atuarão como multiplicadores da técnica por pelo menos um ano, já foi anunciado para o local.
A iniciativa é coordenada pela Apta (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) Regional. “O objetivo é estruturar e formalizar a atividade, ampliando o número de produtores artesanais registrados e fortalecendo a produção de queijos especiais, especialmente os elaborados a partir de leite cru, que agregam valor e ampliam o nicho de mercado”, destaca a Secretaria de Agricultura.
O projeto, lançado em 2022, já capacitou em dezembro do ano passado 15 multiplicadores, que atuarão nos Centros-Piloto, etapa que marcou o início da implantação efetiva do modelo no Estado, explicou a pasta. “A coordenação geral é da pesquisadora Maria Isabel de Medeiros, da Apta Regional de Bauru [SP], com parceria do ITAL [Instituto de Tecnologia de Alimentos], Instituto de Zootecnia, Defesa Agropecuária e Associação Paulista do Queijo Artesanal”, indica a SAA.
A formação em Prudente, prevista para ocorrer entre os dias 23 e 27, contará com a participação do técnico francês Maxence Virelaude, vinculado às ENILs – escolas nacionais de laticínios da França. Ele vai abordar desde as boas práticas na ordenha e nutrição animal até técnicas avançadas de fabricação e aspectos regulatórios.
“A iniciativa responde a uma das principais carências do setor, que é a falta de mão de obra qualificada, contribuindo para a valorização, segurança, qualidade e competitividade do queijo paulista e para o fortalecimento da cadeia produtiva regional”, ressalta a secretaria estadual.
O próprio Colégio Agrícola anunciou em suas redes sociais que recebeu visita da coordenadora da Apta Regional de Bauru, bem como da coordenadora de projetos da CGETEC/SEaD (Coordenadoria Geral de Ensino Médio e Técnico/Superintendência de Ensino e Pesquisa nas modalidades EaD e Aberta), Adriana Nunes, no fim de janeiro.
“O encontro, realizado com o superintendente da unidade, Plinio Carielo, e a docente zootecnista, Luciana Boulhosa Fabris, definiu os últimos detalhes do curso que acontecerá na nossa Etec. Serão cinco dias intensivos de formação. Um passo histórico para o fortalecimento da formação técnica e o desenvolvimento do setor queijeiro no Estado de São Paulo”, divulgou o Colégio Agrícola.