No dia 24 de abril, comemoraram-se os 24 anos de oficialização legal da Língua Brasileira de Sinais no Brasil. O Dia Nacional da Libras é uma data importante para pensar sobre a educação inclusiva, o que vem sendo feito na FCT/Unesp (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista) de Presidente Prudente há mais de duas décadas a partir das primeiras atividades do Grupo de Pesquisa Ambientes Potencializadores para a Inclusão (API), criado pela professora Dra. Elisa Tomoe Moriya Schlünzen, uma das idealizadoras do Cpides (Centro de Promoção da Inclusão Digital, Educacional e Social).
Entre as ações do Cpides, está a organização inédita da primeira maratona de Libras, intitulada Librasthon, que será realizada no dia 14 de maio, das 9h às 18h, no campus da Unesp de Presidente Prudente.
O Librasthon integra a programação do IX Seia (Simpósio de Educação Inclusiva e Adaptações), o VII SIEad (Simpósio Internacional de Educação a Distância), o III SiProfei (Simpósio Internacional do Profei) e o I EEP (Encontro de Egressos do Profei). De acordo com o coordenador geral do evento e do Cpides, Prof. Dr. Klaus Schlünzen Junior, os eventos serão realizados no formato híbrido, com quase 1.600 inscritos on-line e 250 presenciais.
“No Librasthon, teremos o envolvimento da comunidade surda para a validação de sinais em Libras com o intuito de colaborarem na construção de uma plataforma internacional de Libras em parceria com o Instituto Tecnológico da Costa Rica”, explica Klaus, articulador da proposta de internacionalização da Unesp com o professor costa-riquenho, Dr. Mario Chacon.
A maratona de Libras tem inscrições gratuitas. Para participar, basta preencher o formulário on-line. Segundo os organizadores, haverá translado da rodoviária até o campus da Unesp, além de coffee break e um lanche oferecido aos participantes no horário do almoço.
“Durante o evento, os participantes analisam aspectos como clareza, adequação, representatividade e consistência dos sinais, contribuindo para que sua representação digital esteja alinhada ao uso natural e inteligível da Libras. O Librasthon assume, assim, um caráter simultaneamente colaborativo, científico e social, ao promover a legitimação linguística e cultural dos sinais em ambiente digital”, finaliza Alice Martin, da comissão de divulgação da atividade.