Quais são as garantias?

OPINIÃO - Renato Mungo

Data 06/07/2021
Horário 04:30

Com a concessão dos 22 aeroportos paulistas, há promessas de investimentos com escala no período de três a 30 anos. A previsão é que o Aeroporto Adhemar de Barros receba investimentos cerca de R$ 51 milhões em três décadas, sendo R$ 22,57 milhões nos primeiros três anos, que deverão ampliar a capacidade de operação no terminal de passageiros e bagagens no aeroporto.   
Mas, faltando pouco mais de uma semana para realização do leilão, o governo do Estado de São Paulo parece que não pretende inserir no edital de concessão a construção de um novo terminal de passageiros ao final da Avenida Coronel José Soares Marcondes, solicitação feita há tempos pela sociedade civil organizada. Contrariando as expectativas, o modelo de contrapartidas adotado é uma mera ampliação programada para aumento de capacidade em pax/h, em aproximadamente 20% nos próximos seis anos (600 passageiros/hora pico).
Consta no documento que “caso ocorra futuramente necessidade de realização de novos investimentos, o contrato de concessão permite acompanhamento dos indicadores com mecanismos para revisões periódicas”; mas quais são as garantias que após o certame, a nova administradora assumirá essa responsabilidade?
Lembrando que o governo municipal doou uma área com quase 250 mil metros quadrados ao Daesp, por meio da Lei 10.152/2020, 17 de março de 2020. O projeto pensado pela sociedade há vários anos possibilita que um novo terminal deva ser construído ao lado de uma nova sede da Receita Federal, em área também doada para este fim, fazendo com que Prudente seja um polo de distribuição (posto alfandegário) e internacionalização, assim, chamado Porto Seco. 
Ademais, já está previsto que em 2022, nosso aeródromo entre no radar do Airbus A320 da Itapemerim, como uma nova opção de rota de voos. Isso comprova nossa capacidade de crescimento, demanda e novas oportunidades para a região. 
A sociedade é favorável à concessão, mas não há dúvidas de que o planejamento original do novo saguão contempla um diferencial necessário, ainda mais considerando que modernos aeroportos são verdadeiros shopping centers, atraindo não só mais conforto como também mais faturamento e um forte fomento ao turismo.   
Isto posto, maiores atividades de HUB, isto é, potencial de procura dependendo da maior infraestrutura que ofereça acessibilidade e mobilidade aos passageiros, como conexões, transferências e transportes de carga multimodal.  Viu, como uma infraestrutura moderna não é apenas questão de estética?! 
Essa foi uma das reivindicações entregues pessoalmente ao nosso governador, para que neste momento favorável, não deixe uma oportunidade regional escapar. A UEPP continuará insistindo e reivindicando, considerando a importância de recebermos investimentos capazes de condicionar competitividade e ampliação de operações e, assim, sermos inseridos definitivamente na rota do crescimento econômico.
 

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