Quem matou Kennedy?

Sandro Villar

O Espadachim, um cronista a favor do fado e da fada (cuidado, revisão!)

CRÔNICA - Sandro Villar

Data 20/09/2020
Horário 05:35

Taí: a pergunta do título da crônica é aquela que não quer calar desde o dia 22 de novembro de 1963. Você, que lê estas mal digitadas linhas, sabe quem matou Kennedy em Dallas, no Texas? Eu também não sei e, pelo jeito, jamais saberemos o motivo pelo qual assassinaram o 35º presidente dos EUA, John Fitzgerald Kennedy.
O atirador Lee Harvey Oswald agiu sozinho? O presidente foi vítima de um complô da extrema-direita com o apoio da CIA? Dúvidas e mais dúvidas. Dois dias depois de estourar a cabeça de Kennedy com um tiro - ou vários tiros - que entrou pela nuca e saiu pela testa, deixando à mostra parte do cérebro, Lee Oswald foi assassinado à queima-roupa pelo mafioso Jack Ruby, numa ação de queima de arquivo.
"Ninguém jamais saberá a verdade", disse Ruby ao ser preso. Ele era membro importante da Máfia. Máfia? Para alguns especialistas, a Máfia pode estar por trás da morte do presidente. Não é segredo que mafiosos importantes, como Sam Giancana, o capo di tutti cappi, ajudaram a eleger Kennedy, a pedido de Joseph Kennedy, pai do presidente, e acusado de contrabando de bebida durante a lei seca.
A Máfia teria se vingado de Kennedy porque foi perseguida por Robert Kennedy, nomeado secretário da Justiça pelo irmão presidente. Como vocês sabem, a Cosa Nostra não perdoa ingratidão. Vai ver não orientaram Robert Kennedy para fazer vista grossa. Portanto, faz sentido e não dá para descartar a Máfia como participante da conspiração. Mas, como avisou Jack Ruby, jamais saberemos a verdade. Sobre o caso, lembro que 30 mil documentos secretos ainda não foram divulgados pelo governo americano, que até agora só divulgou o que lhe interessava.
Ainda sobre Joseph Kennedy, o velho Joe, ele também andou "beliscando" atrizes famosas, como também fizeram os filhos John e Robert. O velho Joe ficou em bons lençóis com a atriz Hedy Lamarr, nascida na Áustria. Ele foi embaixador na Inglaterra na época da Segunda Guerra Mundial. John Kennedy era um rapaz magricela ali por volta de 1943, quando quis ser militar. 
Pela sua magreza de faquir, seria reprovado nos exames da Marinha, mas Joe, diplomata influente, mexeu os pauzinhos (tem jeitinho americano?) e o filho foi lutar na guerra.
Com a patente de tenente, Kennedy era o comandante da lancha torpedeira PT-109 no Pacífico Sul. A lancha foi atacada por um destróier japonês e, dos cerca de 13 tripulantes, dois morreram e dois se feriram com gravidade. Os sobreviventes, Kennedy incluído, foram resgatados. 
O heroísmo de Kennedy virou filme, com o ator Cliff Robertson no papel do futuro presidente. O ator é o mesmo que interpretou o tio do Homem- Aranha no filme famoso. A ilha de Pudim, no Pacífico Sul, passou a se chamar ilha Kennedy.
Um capítulo importante na biografia do presidente é o casamento com Jacqueline, uma fotógrafa nascida em Nova York. Quando eles se conheceram, Jacqueline não era mais virgem. Isso incomodou o presidente.
Uma vez, ao entrar em um elevador, Jacqueline não resistiu ao galanteio de um rapaz e ali mesmo o sujeito subtraiu-lhe o "lacre". A exemplo do pai, Kennedy era um mulherengo de marca maior. Ou um mulherengo com a grife JFK, famosa em  todo o mundo.
Em um artigo memorável, Paulo Francis falou de sexo na Casa Branca. Kennedy "se servia" no motel, quer dizer, no Salão Oval. Deu "rapidinhas" com belas mulheres que queriam conhecer um presidente charmoso e popular. Se o pai "pegou" Hedy Lamarr, à época mais bonita do que cartão-postal, o filho não deixou por menos e teve um caso com Marilyn Monroe, cuja morte ainda não teve uma explicação convincente.
Quando o presidente John Kennedy foi assassinado, ele era aprovado por 70% dos americanos. Foi um dos presidentes mais populares dos EUA. Entrou em frias, como a invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, para derrubar Fidel Castro, e a crise dos mísseis também em Cuba, quando a humanidade correu o risco de desaparecer do mapa. Depois dele e dos irmãos Robert e Teddy, não surgiu nenhum outro Kennedy na política americana. Se surgir, torço para que tenha boa sorte e que seu anjo da guarda esteja sempre alerta, pois Dallas dói até hoje.

DROPS

Vivemos dias difíceis. Noites também.

Emprego está mais raro do que nota de R$ 200 em chapéu de mendigo.

Por falar em nota de "duzentinho", quem tem lobo-guará na carteira?

Dez milhões de brasileiros passam fome e tem gente pedindo comida nas redes sociais. Sim, o social sempre grita mais alto, mas o "pudê" se finge de surdo.
 

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