Região fecha 1.451 postos de trabalho

PRUDENTE - JEAN RAMALHO

Data 30/12/2016
Horário 10:36
 

Na mesma maré do restante do país, a região de Presidente Prudente fechou um total de 1.451 vagas formais de trabalho no mês de novembro, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. Durante o mês passado, os 23 municípios observados pela pesquisa somaram 3.575 admissões contra 5.026 demissões. Números que resultaram em uma variação de -24,53%. Em todo o país foram eliminados 116.747 empregos celetistas, equivalentes à retração de 0,30% no estoque de assalariados com carteira assinada.

Expressivos, os números apresentados pelas cidades da região se tornam ainda mais preocupantes quando analisados município por município. Isso porque, das 23 cidades relacionadas, apenas Pirapozinho e Tupi Paulista apresentaram elevação na quantidade de postos de trabalho, com saldos de 33 e dois empregos, respectivamente. Todos os outros municípios, com exceção de Pacaembu, que igualou seus índices de demissão e contratação, fecharam o mês de novembro com queda no nível de trabalho.

Entre elas, o pior resultado foi registrado em Junqueirópolis, que fechou 380 postos de emprego no 11º mês do ano. Na sequência veio Presidente Prudente, com menos 309 vagas, e Lucélia, com um déficit de 166 empregos formais. Em todas elas, o principal vilão foi o setor industrial, que apresentou uma retração de 973 vagas de trabalho em toda a região.

Deste montante, a indústria da transformação de Junqueirópolis foi responsável pelo fechamento de 336 postos. Em Prudente, o setor também teve resultado negativo, com menos 330 empregados em atividade. Depois da indústria, o ramo que mais demitiu foi o de serviços, com um recuo de 368 vagas, seguido pela agropecuária (-139), e construção civil (-116). Apenas o comércio fechou em alta, com a abertura de 158 novos postos de trabalho.

 

Queda no consumo

Para o diretor regional da Fiesp/Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Wadir Olivetti Júnior, os números apresentados pela indústria da região já eram esperados e refletem os resultados de outros setores. O principal deles é o comércio, que tem registrado seguidas baixas no consumo e, com isso, a indústria deixa de produzir e fica obrigada a demitir. "Acho que o governo federal está demorando muito para implementar as mudanças necessárias para fomentar a economia. O capital não gira, pois não há consumo, então, a indústria deixa de produzir pra não ficar com o produto encalhado", analisa.

Situação que poderia mudar, na opinião do representante da Fiesp/Ciesp, com a decisão do governo federal em liberar o saque de contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Mas se a medida fosse imediata, não para os próximos meses como deve ser definida. "Seria importante liberar o dinheiro do FGTS o quanto antes, para que o consumo seja fomentado. É uma posição viável, mas se fosse tomada de maneira mais emergencial. A economia precisa de dinheiro hoje, de maneira urgente", considera o diretor regional.

 

Acumulado

Se os números do mês são ruins, o resultado do acumulado dos primeiros 11 meses do ano é ainda pior para a região. Entre janeiro e novembro deste ano, o levantamento mostra um decréscimo de 2.840 empregados, em decorrência de 49.065 contratações e 51.905 demissões. Já no período dos últimos 12 meses, a região admitiu 52.273 empregados, ao mesmo tempo em que dispensou 58.434 trabalhadores. Uma retração de 6.161 postos de trabalho.

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