Representatividade: por que o oeste paulista deve priorizá-la em 2026

OPINIÃO - Ricardo Macedo

Data 27/01/2026
Horário 04:30

Neste ano, todos os eleitores brasileiros serão convocados a colocar em prática o processo democrático, uma vez que, em outubro, deverão escolher quais candidatos ocuparão os seguintes cargos: deputado federal, deputado estadual (ou distrital, no caso do Distrito Federal), senador (duas vagas), governador e vice-governador, além de presidente e vice-presidente da República.
O voto, muito além de um dever cívico, é a ferramenta mais refinada de transformação social que possuímos. No entanto, para que essa transformação deixe de ser um conceito abstrato e passe a se materializar em saúde, educação, segurança, entre outros direitos constitucionalmente estabelecidos, o eleitor do oeste paulista precisa compreender uma engrenagem vital da nossa República: a força da representatividade na Câmara dos Deputados.
Muitas vezes, o foco das discussões eleitorais se perde nos debates presidenciais, relegando o cargo de deputado federal a um plano secundário. Trata-se de um erro estratégico que custa caro ao desenvolvimento regional. O deputado federal é o elo direto entre o município e o Orçamento da União. É por meio de suas emendas parlamentares, da articulação junto aos ministérios e da participação em comissões temáticas que recursos federais são destinados às Santas Casas, à infraestrutura rural, ao fomento tecnológico, entre outras áreas essenciais.
Para a nossa região oeste, historicamente marcada por uma pujança agroindustrial e por um setor de serviços em expansão, mas que ainda enfrenta gargalos logísticos e de assistência, a mensagem para 2026 deve ser clara: união.
Votar em candidatos que possuam raízes, compromisso e viabilidade eleitoral na região é uma questão de inteligência política. Quando o oeste paulista se fragmenta, direcionando votos a candidatos de outras regiões ou sem identidade com a nossa terra, abdica de sua voz em Brasília. Precisamos eleger o maior número possível de representantes autênticos. Quanto maior for a nossa bancada regional, maior será a representatividade na capital federal e, consequentemente, maior o volume de investimentos que retornará para as nossas cidades.
Essa união, contudo, não deve ser cega. O eleitor é responsável por avaliar criteriosamente seus candidatos. Não basta apenas o discurso; é preciso apurar se o postulante possui condições reais de exercer o cargo. Cabe ao eleitor questionar: este candidato possui histórico de ética, honestidade e competência? Suas propostas são factíveis ou apenas promessas vazias de campanha? O desenvolvimento do oeste paulista não cairá do céu; será fruto de escolhas conscientes e de uma vigilância constante.
Por fim, é imperativo lembrar que a democracia não se encerra ao clicar no “confirma”. O eleitor tem a missão de se tornar um fiscal. Hoje, com os portais de transparência e as redes sociais, nunca foi tão simples acompanhar o desempenho dos candidatos eleitos, em todas as esferas.
Que, em 2026, o nosso voto seja o alicerce de uma região mais forte, representada por quem realmente conhece o calor da nossa terra e as necessidades da nossa gente.

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