Rodrigo Hilbert, salva nóis da Covid

Roberto Mancuzo

CRÔNICA - Roberto Mancuzo

Data 13/04/2021
Horário 07:00

Olha, vou ser bem sincero e direto: na atual conjunção de fatores e personagens, estou quase apostando tudo no Rodrigo Hilbert para o fim desta pandemia. Porque não houve personagem com mais condições até agora em ganhar esta luta por nós. Em Rodrigo Hilbert, eu confio. Esqueçam Dráuzio, Átila e Zé Gotinha.
Neste domingo, no programa “Fantástico”, o galã deu mais uma prova de que está em outro nível: teve a moral de construir uma capela para se casar com Fernanda Lima. Depois de tudo que já fez, erguer uma capela para o próprio casamento, mano? Não bastava pegar um monte de sucata e criar do zero churrasqueiras, chapas, facas e garfos para cozinha, tocar um sítio na região de montanha, surfar e fazer ioga e origami? 
Rodrigo Hilbert inflaciona demais o mercado de maridos que tentam fazer a esposa feliz. E é por essas e outras que ele é o cara que vai nos tirar desta pandemia. Um post no perfil de sátira Sensacionalista (@jornalsensacionalista) já cravou que se colocar o Hilbert trancado em um laboratório, em menos de três horas ele entrega a cura da Covid-19, duas facas artesanais e um leitão à pururuca.
Bem, brincadeiras à parte, o fato é que a pandemia colocou à prova a nossa capacidade de confiar em alguém porque de uma hora para outra fomos rebaixados a uma condição muito vulnerável de escolhas, que não faziam sentido algum ou que não eram muito da nossa competência. 
Tratamentos precoces e prevenções, isolamento social, uso de máscaras, tipo de álcool-gel, ficar ou não em casa, eficácias de vacinas: tudo isso caiu no nosso colo e depois de constatar a nossa santa ignorância nestes temas, foi preciso apelar para a confiança em alguém ou alguma instituição que restituísse a calma.
E confiamos bem nossas escolhas? Difícil cravar até porque não adianta eu vir aqui e dizer que confio na ciência, nos médicos de linha de frente, na vacina da China, do Reino Unido ou da Groelândia, na imprensa especializada ou outra questão. Isso tudo pode não fazer sentido algum a você porque cada um tem sua bagagem cultural. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, como diria Caetano.
Sei, porém, que duas coisas atrapalharam e ainda nos fazem errar muito: falta de tempo para decidir e excesso de informações.  
Comprar uma casa ou carro, casar bem com a pessoa que realmente deverá te fazer feliz para o resto da vida, não são decisões de confiança tomadas na base do “vamos logo”. Tem tudo para dar errado, não? 
Da mesma forma, quando o cardápio de opções é vasto, a gente se atrapalha muito mais. Se esta pandemia nos pegasse ainda no início da década de 1990, talvez nossas decisões fossem mais fáceis. Mas hoje, em meio à enxurrada de informações dos meios digitais, vamos concordar que apesar de toda serenidade que possa recair sobre você, é preciso muito sangue frio para seguir apenas uma orientação profissional e ignorar todas as outras milhares de versões que irão surgir.  
Lealdade, sinceridade, acolhimento e calma são palavras que surgem no contexto do ato de confiar. Não por menos que a gente se derrete todo quando alguém importante para nossa vida diz “Pode confiar em mim, que eu resolvo”.
Entendeu, Rodrigo Hilbert? Eu sonho com o dia em que você irá dizer: “Pode confiar em mim que vou acabar com essa pandemia”. 
 

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