Salvar almas

OPINIÃO - Sandro Rogério dos Santos

Data 04/10/2020
Horário 05:06

Thérèse Françoise Marie Martin nasceu em Alençon (2/1/1873) do casal Luís e Zélia - que, nas palavras da filha caçula de 9, eram – “dignos mais do céu do que da Terra”. Aos 4 anos, ficou órfã de mãe, e mais alguns anos reviveu o drama do abandono, por causa da entrada de uma de suas irmãs para o Carmelo (depois, todas ingressaram na vida religiosa). No entanto, já vivendo em Lisieux, recebia o carinho especial do seu pai, que a chamava “minha rainhazinha”.
Teresa também entra no Carmelo com apenas 15 anos, após ouvir do papa Leão XIII: “Você vai entrar, se Deus quiser”. O desejo da jovem era o de “salvar almas” e “rezar pelos sacerdotes”. Na hora de fazer a profissão religiosa dos votos, recebeu o nome de Irmã Teresa do Menino Jesus (ao qual acrescentou mais tarde o “e da Sagrada Face”). A pedido da Irmã Superiora, Teresinha começou a escrever um diário, no qual fez anotações sobre as etapas da sua vida interior. No dia 9 de junho de 1895, na festa da Santíssima Trindade, oferece-se vítima de holocausto ao Amor misericordioso de Deus. 
A sua autobiografia “História de uma alma” teve grande sucesso editorial. Dela, seguem duas citações. Um sábio disse: “dai-me uma alavanca, um ponto de apoio, e levantarei o mundo”. O que Arquimedes não pôde obter, porque o seu pedido não se dirigia a Deus, e por não ser feito senão sob o ponto de vista material, os Santos obtiveram-no em toda a plenitude: o Todo-poderoso deu-lhes, como ponto de apoio Ele mesmo e Ele só; e como alavanca: a oração, que abrasa com fogo de amor. E foi assim que levantaram o mundo; é assim que os santos que ainda militam na Terra o levantam, e que, até ao fim do mundo, os futuros santos o levantarão também.
Em 8 de julho de 1897, com o agravamento da doença, Teresa passou à enfermaria do convento (quando parou de escrever textos do futuro ‘Manuscrito C’ do livro já citado). Próximo a ela foi instalada a estátua da Virgem do Sorriso, que desde a infância a acompanhava. No dia 17 de julho, sentindo aproximar-se a morte, fez a célebre declaração: “Sinto, sobretudo, que minha missão vai começar, minha missão de fazer amar o Bom Deus como eu o amo, de indicar às almas minha pequena via. Se o Bom Deus atender meus desejos, meu céu se passará na Terra, até o fim do mundo. Sim, quero passar meu céu a fazer o bem na Terra”.
Declarada doutora em 1997, sua memória foi celebrada na quinta-feira. E ainda hoje, além de nos ensinar o amor, a humildade e a confiança em Deus, ela manda dos céus uma chuva de rosas sobre os que a invocam.
Seja bom o seu dia e abençoada a sua vida. Pax!!!
 

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