São Paulo é o Estado com os menores indicadores de violência no Brasil

Estudo do Ipea confirma tendência de queda verificada pelos Indicadores Criminais divulgados mensalmente pela SSP

Geral - DA REDAÇÃO

Data 28/08/2020
Horário 11:46
SSP - Violência contra a população LGBTI+ cresceu em São Paulo SSP - Violência contra a população LGBTI+ cresceu em São Paulo Imagem: SSP - Violência contra a população LGBTI+ cresceu em São Paulo

O Atlas da Violência 2020, apresentado ontem pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), confirma a consistente redução de indicadores criminais no Estado de São Paulo nos últimos dez anos, especialmente no que se refere à preservação de vidas.

Conforme apontam, também, os dados estatísticos divulgados mensalmente pela SSP (Secretaria de Segurança Pública), São Paulo mantém a menor média de homicídios do país, incluindo-se as mortes registradas em grupos como negros, mulheres e jovens.

Além de revelar a drástica redução no número de homicídios em território paulista (queda de 47% de 2008 a 2018), o estudo do Ipea mostra, ainda, que os indicadores de São Paulo são muito inferiores à média nacional.

Em 2018, por exemplo, de acordo com o documento, o Brasil registrou 27,8 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto que o índice estadual foi de 8,2 ocorrências para cada grupo de 100 mil habitantes. Dados recentes da SSP, entretanto, indicam que a taxa de mortes é ainda menor.

No período de julho de 2019 a agosto de 2020, o indicador paulista fechou em 6,44 mortes por 100 mil habitantes.

"O estudo, de abrangência nacional, constata a eficiência das políticas públicas de segurança e sociais adotas pelas gestões estaduais no período e reforçam a condição de São Paulo como o Estado mais seguro do Brasil para se viver e empreender", considera a pasta.

O Estado de São Paulo também reduziu o número de homicídios dolosos de jovens entre 15 e 29 anos, ao contrário da média nacional. Segundo o Atlas da Violência, a taxa estadual caiu de 27, em 2008, para 13,8 homicídios por 100 mil habitantes nessa faixa etária, em 2018. A queda foi de 48,8%. No mesmo período, o indicador nacional passou de 53,3 para 60,4 mortes por 100 mil habitantes.

Homicídio de mulheres

São Paulo também é o Estado com menor taxa de homicídio de mulheres em todo o território nacional, de acordo com o estudo do Ipea. Entre 2008 e 2018, o índice recuou 36,3% - caiu de 3,1 para 2 mortes em cada grupo de 100 mil mulheres. No mesmo período, a taxa brasileira subiu 4,2% - de 4,1 para 4,3 homicídios a cada 100 mil.

Os menores indicadores de mortes violentas entre a população negra também foram verificados em São Paulo, no período estudado pelo Atlas da Violência.

A taxa paulista sofreu expressiva redução nesse item, entre 2008 e 2018: 47,3%. O índice passou de 18,6 para 9,8 homicídios a cada 100 mil habitantes negros. A média nacional, no mesmo período, passou de 34,0 para 37,8, o que representa crescimento de 11,5%.

Morte por arma de fogo

O número de mortes provocadas por armas de fogo apresentou a maior queda em São Paulo, entre os indicadores apresentados pelo Ipea: 53,5%. No período de dez anos avaliado pelo instituto, a taxa paulista caiu de 9,5 para 4,4 mortes por 100 mil habitantes e também é a menor do país. A média nacional subiu 5%. Era 18,8 em 2008, e chegou a 19,8 mortes por 100 mil habitantes, em 2018.

A violência contra a população LGBTI+ cresceu em São Paulo, de acordo com o Atlas da Violência.

O estudo apresenta dados de 2011 a 2018 e contabilizou 274 denúncias desse tipo de crime em 2018, contra 197 em 2011, o que representa um aumento de 39,09%. Os registros englobam casos de lesão corporal, homicídio e tentativa de homicídio. A média nacional cresceu 45,38% nesse período. Foram 1.159 casos em 2011, contra 1.685, em 2018.

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