São Paulo se destaca entre as maiores economias do mundo

Contexto Paulista

COLUNA - Contexto Paulista

Data 02/12/2020
Horário 09:00

O Estado de São Paulo ocupa a 21ª posição no ranking das maiores economias do mundo. É um lugar de destaque e superior a países como a Argentina e Bélgica no que se refere ao PIB (Produto Interno Bruto), segundo levantamento da APJ (Associação Paulista de Portais e Jornais), também referenciado pela mídia nacional. Reportagem recente do Valor Econômico, com base em dados do Banco Mundial, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da Fundação Seade, exaltou o perfil de liderança paulista no contexto global.

Polo internacional

Com PIB na casa dos U$ 603,4 bilhões, segundo a matéria, São Paulo é a terceira maior economia e o terceiro maior mercado consumidor da América Latina. Entre suas principais potencialidades, é o maior produtor mundial de suco de laranja, açúcar e etanol. Além disso, possui o maior porto (Santos) e o maior aeroporto (Guarulhos) da América Latina. É também no território paulista que estão 19 das 20 melhores rodovias do Brasil. Documento completo sobre “O país São Paulo” pode ser lido em www.apj.inf.br.

Crescimento

São Paulo atingiu um crescimento de 2,8% em seu PIB em 2019, antes da pandemia, segundo dados do Banco Central. O desempenho da economia paulista foi maior que o triplo da média nacional naquele período, que ficou na faixa dos 0,9%. Esse destaque aconteceu em todos os setores. Na indústria, São Paulo cresceu 0,2%, enquanto o Brasil recuou 1,1%. O comércio do Estado subiu 2,4%, superior aos 1,8% da média nacional. E no setor de serviços, os 3,3% de expansão em São Paulo superaram o 1% nacional.

Empregos

Em 2019, foram gerados quase 185 mil novos empregos em São Paulo, equivalente a cerca de um terço do total de 644 mil vagas criadas no país. A taxa de desemprego paulista, que estava acima da nacional desde o fim de 2014, praticamente retornou à média nacional.

Economia volta a crescer

Mesmo com os impactos provocados na economia pela crise da Covid-19 este ano, o PIB paulista voltou a crescer ao nível registrado antes da pandemia. São Paulo é responsável por 32% do PIB nacional e, na área agrícola, responde por 20% de tudo o que é produzido no país.

Avanço em outubro

Em comparação ao mês de setembro, o indicador PIB+30 da Fundação Seade avançou 0,3%, enquanto que na comparação com igual mês do ano anterior, houve evolução de 1,7%. Em relação aos resultados do trimestre encerrado em setembro, a economia paulista cresceu 9,4%, quando comparada ao segundo trimestre deste ano. Entre os meses de agosto e setembro, o PIB paulista cresceu 1,2% com evolução positiva nos setores da indústria (3,7%), serviços (1,3%) e queda de 0,3% na agropecuária.

Projeção para 2021

Com base nesses resultados, as projeções do Seade para o PIB paulista em 2020 permaneceram praticamente inalteradas, apontando para uma variação entre -1,1% e -0,1%, com uma média de -0,6%, idêntica à divulgada no mês anterior. Para 2021, as projeções indicam que a economia paulista pode crescer 4,9%, com variação entre 4,3% e 5,6%.

Frase

“A economia do Estado de São Paulo começa a se recuperar e o PIB do Estado volta ao mesmo nível que teve em janeiro deste ano, antes da pandemia. O PIB de São Paulo chega praticamente ao mesmo observado em janeiro. O desempenho da economia de São Paulo é substancialmente melhor do que o desempenho do PIB do Brasil” - governador João Doria.

Ciência paulista

A plataforma de equipamentos de uso compartilhado da Universidade de São Paulo, a USP Multi, vai agregar o catálogo da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). A iniciativa torna acessível para todos os pesquisadores a relação de instrumentos de pesquisa disponíveis para compartilhamento. Agora, equipamentos como espectrômetros de massa, sequenciadores de DNA, microscópios de força atômica, citômetros de fluxo e muitos outros podem ser compartilhados entre pesquisadores de diferentes instituições.

Conjuntura

●     O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 1,71% em outubro e ficou 0,27 ponto percentual acima da taxa de setembro, segundo o IBGE. O resultado é a maior elevação do ano. De janeiro a outubro, o índice acumula aumento de 6,13%, e nos últimos 12 meses a alta chega a 6,48%.
●     Segundo os Indicadores Industriais da CNI (Confederação Nacional da Indústria), as horas trabalhadas na atividade industrial subiram pelo quinto mês consecutivo.

Bioeconomia

O Brasil pode ocupar um lugar de liderança positiva no mundo se abraçar a bioeconomia como o setor econômico que leve a país a outro patamar de desenvolvimento, segundo proposta do cientista e consultor Carlos Nobre, um dos maiores especialista em mudanças climáticas do mundo e um dos formuladores do conceito de Amazônia 4.0, uma iniciativa que promove a industrialização dos chamados bioativos disponíveis no bioma. “O Brasil tem tudo para se tornar a primeira potência mundial da biodiversidade", diz ele. A meta é gerar empregos, renda para a população local e um incentivo para a manutenção da floresta em pé.
 

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