Terça-feira

Sandro Villar

 O Espadachim, um cronista a favor do fado e da fada (cuidado, revisão!)

CRÔNICA - Sandro Villar

Data 11/08/2020
Horário 05:33

Se hoje é terça-feira é porque ontem foi segunda-feira, como é óbvio. Aliás, as obviedades sempre precisam ser destacadas para que fiquem bem marcadas e, claro, lembradas. Terça-feira é o terceiro dia da semana, mais uma obviedade lembrada pelo cronista.
Terça-feira é o terceiro dia porque a semana começa no domingo. Segunda-feira, portanto, vem de segundo, terça de terceiro e assim sucessivamente, como se dizia em outros tempos menos bicudos e bizarros. Enfim, é terça-feira, mais uma na linha do nosso tempo de vida.
Dizem que a terça-feira é o dia dos arianos, mas apresso-me em explicar que isso é coisa de horóscopo, sem nenhuma conotação com, digamos, a raça ariana, aquela de gente "pura", como desejava aquele senhor austríaco de bigodinho ridículo.
E o pior é que as ideias desse senhor continuam em voga, principalmente naquele longínquo país da América do Sul e em alguns países da Europa. Como todo mundo sabe, tudo começou na Alemanha na década de 30 do século passado. O senhor de bigodinho levou a Alemanha pro abismo e deu no que deu, mas esta é outra história e vamos em frente que atrás vêm os credores.  
O que interessa aqui é a terça-feira e, de tabela, os outros dias também. Este dia antecipa o meio da semana, também chamado de quarta-feira. Depois da segunda e da terça, presumo que na quarta-feira as pessoas, de um modo geral, fiquem um pouquinho mais alegres ou menos tensas porque o fim de semana está pra chegar.
Quarta-feira sempre teve futebol. É tradicional, vem de longe. A tradição foi interrompida por causa da pandemia de Covid-19. O futebol voltou a ser atração da quarta-feira, mas sem torcida no estádio, o que é pra lá de esquisito. Apesar da ausência dos torcedores, louve-se a volta do esporte favorito dos brasileiros.
Sei que é circo sem pão, mas o futebol anima um pouco o nosso povo, que passa por maus bocados e sofre mais do que filhote de passarinho na mão de menino, como dizia o Stanislaw Ponte Preta. Talvez seja um "calmante" que voltou a ser oferecido à torcida nessa hora do espanto. Ou um "anestésico" necessário.
Não importa o dia da semana. O que importa é ser feliz e, por falar nisso, alguém aí na plateia sabe informar onde está a tal de felicidade? Por falar nisso, o Anselmo ficava pra lá de feliz toda segunda-feira. 
É que nesse dia, considerado o mais chato da semana, ele se encontrava com uma top model, um mulherão de fechar o comércio e de fazer padre abandonar a batina e pastor, o púlpito. Assim até o Garfield adora a segunda-feira. 

DROPS

Filme da Semana no Cine Brasil: "O Genocida", estrelando grande elenco sem talento, a não ser para fazer o mal.

Entre mortos e feridos, alguns foram pro céu e outros pro hospital.

Aviso urgente: voltem à quarentena.

Estamos todos no mesmo transatlântico? Não tenho a menor e nem a maior ideia.
 

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