Transfigurados em Cristo

Diocese Informa

COLUNA - Diocese Informa

Data 13/03/2022
Horário 05:34

Dando continuidade à Quaresma, chegamos na segunda etapa de nosso caminhar rumo à celebração da festa pascal. Quaresma é um tempo de penitência e conversão. Desta forma, convoca-nos a subir o Monte Tabor para fortalecer a nossa fé cristã e contemplarmos o Cristo transfigurado. A vivência da espiritualidade quaresmal, com a prática das obras corporais, ensinadas por Jesus e pela Igreja, e a perseverante escuta da Palavra de Deus, torna-se itinerário de nossa transfiguração em Cristo. Em seu caminho rumo ao Calvário, Jesus faz uma parada no monte Tabor. Ele quer ensinar aos seus discípulos-seguidores a contemplar o sentido e significado último da Cruz. Não existe cristianismo sem cruz. Todavia, o seguimento de Cristo não para na Cruz, pois depois da Cruz vem a Luz que plenifica a vida. Nosso compromisso cristão no mundo, a partir da escuta e da vivência das palavras, atitudes e gestos de Jesus, está na procura de transfigurar as realidades terrenas que não estão de acordo com o Plano de Deus, com a finalidade de realizarmos a construção do Reino de Deus, um Reino de paz e fraternidade universal. Irmãos e irmãs, a transfiguração deste mundo, sua adequação ao Reino de Deus, fruto do anúncio e da vivência de Jesus, deve iniciar com a renovação de nossa Aliança com o Deus único e verdadeiro, seguindo o exemplo de nossos primeiros pais na fé, Abraão e Sara, que confiaram plenamente nos planos do Senhor Deus e se colocaram como seus fiéis servidores. Assim como os discípulos de Jesus, pela sua transfiguração no Tabor, puderam entrever a luz da glória no fim do caminho, assim tenhamos a certeza de que a caminhada da cruz é a caminhada da glória, ainda para este mundo. O mundo será transfigurado num mundo de paz, de amor, de perdão, de concórdia, de respeito com a rica diversidade cultural, enfim num mundo em que “todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10), conforme o desejo de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém! (Fonte: www.cnbb.org.br/transfigurados-em-cristo/).

MINI SERMÃO:
2º Domingo da Quaresma (Lc 9,28b-36)

Três subiram. Nove ficaram ao pé da montanha. A tentação é querer ficar no topo. O chamado é para descer. Permanecer ou descer? Desça para anunciar. Esteja em ação, seja testemunho. Jesus subiu ao monte com três discípulos para ensinar-nos assim buscar a solidão e as alturas ao orar, sem nos inclinarmos sobre nada terreno. Pedro haveria de ser chamado a edificar a Igreja do Senhor e, não apenas armar tendas. Pedro desejava tendas, mas o Senhor mostrou como tenda as nuvens que os encobriam. Deixe Jesus transfigurar sua humanidade.  (Autor: Padre Rafael Moreira Campos).

AGENDA PAROQUIAL: Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Presidente Venceslau
- Missas -
Sábado: às 18h - Capela Nossa Senhora Aparecida e às 19h30 - Igreja Matri    
Domingo: às 7h - Capela São Judas Tadeu, às 8h30 - Capela Nosso Senhor do Bonfim, às 10h - Igreja Matriz, às 17h - Capela Santa Edwiges e às 19h - Igreja Matriz


MENSAGEM DO PAPA:
Habituados a vê-lo quotidianamente na simples aparência da sua humanidade, diante daquele novo esplendor, que envolve também toda a sua pessoa, ficam surpreendidos. E ao lado de Jesus aparecem Moisés e Elias, que falam com Ele do seu próximo “êxodo”, ou seja, da sua Páscoa de morte e ressurreição. É uma antecipação da Páscoa. Então, Pedro exclama: “Mestre, é bom estarmos aqui!” (v. 33). Ele gostaria que aquele momento de graça nunca acabasse! A Transfiguração dá-se num momento específico da missão de Cristo, ou seja, depois que Ele confidenciou aos discípulos que devia “sofrer muito [...] ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar” (v. 22). Jesus sabe que eles não aceitam esta realidade — a realidade da cruz, a realidade da morte de Jesus — e então quer prepará-los para suportar o escândalo da paixão e da morte de cruz, a fim de que saibam que este é o caminho pelo qual o Pai celestial fará chegar à glória o seu Filho, ressuscitando-o dentre os mortos. E esta será também a senda dos discípulos: ninguém alcança a vida eterna, a não ser seguindo Jesus, carregando a própria cruz na vida terrena. Cada um de nós tem a sua cruz. O Senhor mostra-nos o fim deste percurso, que é a Ressurreição, a beleza, carregando a própria cruz. Portanto, a Transfiguração de Cristo indica-nos a perspectiva cristã do sofrimento. O sofrimento não é sadomasoquismo: ele é uma passagem necessária, mas transitória. O ponto de chegada para o qual somos chamados é luminoso como o rosto de Cristo transfigurado: n’Ele encontram-se a salvação, a bem-aventurança, a luz, o amor ilimitado de Deus. Mostrando assim a sua glória, Jesus assegura-nos que a cruz, as provações e as dificuldades com as quais nos debatemos têm a sua solução e superação na Páscoa. (Fonte: www.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2019).

Padre Rafael Moreira Campos
Adm. Paroquial Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Pres. Venceslau/SP
"Ouse ser o melhor. Ame!"
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Informações: Cúria Diocesana (18) 3918-5000
 

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