Vaticano defende acesso universal à vacina

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COLUNA - Diocese Informa

Data 24/01/2021
Horário 06:00

Evitar uma corrida às vacinas, promovendo uma sinergia entre os Estados para a distribuição de doses, não cortando os países mais pobres e, portanto, as pessoas mais vulneráveis. Os importantes pedidos da Pontifícia Academia para a Vida estão em uma nota, que se detém nos “gravíssimos problemas [que] estão surgindo” na produção e distribuição da vacina Covid-19. É necessário –lê-se no texto– identificar urgentemente “sistemas apropriados de transparência e colaboração”. “Há muito antagonismo e concorrência e o risco de grandes injustiças”.

Em primeiro lugar os mais frágeis. Na Mensagem de Natal Urbi et Orbi, o Papa pedia a todos “os responsáveis dos Estados, empresas, organizações internacionais” para promoverem a cooperação e não a concorrência, pedindo “vacinas para todos, especialmente para os mais vulneráveis e necessitados em todas as regiões do planeta”. Em primeiro lugar –disse o papa– os mais vulneráveis e necessitados”. Palavras, destaca a Academia para a Vida, que “exigem escuta responsável de todos”.
Um bem comum. Outra referência é o documento assinado juntamente com o Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, lançado em 29 de dezembro de 2020, que afirmava ser a vacina um bem comum e pedia a superação do “nacionalismo vacinal”, ou a “tentativa dos vários Estados de ter sua própria vacina mais rapidamente adquirindo primeiro a quantidade necessária para seus próprios habitantes”. Uma corrida que cria inevitáveis desigualdades.
Acesso a todos. “Devem ser promovidos e sustentados –convida Academia Pontifícia– acordos internacionais para administrar patentes de forma a favorecer o acesso ao produto para todos e evitar possíveis curtos-circuitos comerciais, também para manter o preço baixo no futuro”. O espírito a ser promovido na produção industrial da vacina deve ser o de colaboração “entre Estados, indústrias farmacêuticas e outras organizações”, a fim de dar a possibilidade de produzi-la em diferentes áreas do mundo. “É uma oportunidade extraordinária para um novo futuro mais solidário”
Princípio de subsidiariedade. Deve-se repetir o que já foi feito durante a realização da vacina com a pesquisa que colocou em campo todos os esforços. Lê-se na nota: “com o mesmo espírito deve ser iniciada uma sinergia positiva, melhorando as instalações de produção e distribuição disponíveis nas diferentes áreas onde as vacinas serão administradas, com base no princípio de subsidiariedade”.
Não aos atrasos. A Pontifícia Academia ainda destaca que se “deve evitar que alguns países recebam a vacina muito tarde devido a uma redução de disponibilidade devido à compra prévia de grandes quantidades pelos países mais ricos”. É importante não deixar para trás os países mais pobres, enquanto é necessário desenvolver uma série de instrumentos “para alcançar os objetivos acordados em termos de acessibilidade universal”. Daí o urgente e forte apelo “aos governos nacionais e às organizações da União Europeia e da OMS para que tomem medidas neste sentido”. Uma maneira de tornar as palavras do Papa concretas e assim serem “todos, irmãos e irmãs”! [Vatican News]

Liturgia
3º Domingo Comum
Leituras: Jonas 3,1-5.10; Salmo 24/25; 1 Coríntios 7,29-31; Marcos 1,14-20: Pescadores de gente
I.- Antífona de entrada: Cantai ao Senhor um canto novo, cantai ao Senhor, ó terra inteira; esplendor, majestade e beleza brilham no seu templo santo. (Sl 95,1.6)
II.- COMPLETOU-SE O TEMPO. Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje, diz o ditado popular. Infelizmente, quase sempre, fazemos o contrário dizendo que amanhã teremos todo o tempo do mundo. Mas a palavra de Deus continua nos convocando. Agora é o tempo oportuno para fazer coisas para Deus. É urgente mudar. Arrepender-se agora, converter-se agora, pois Deus e o seu Reino estão aqui e agora conosco. Com o Senhor no meio de nós, pedimos-Lhe a graça de escutar agora a sua Boa Notícia de salvação e que se faça agora realidade entre nós.
III.- Leituras: 1) Os ninivitas afastavam-se do mau caminho. Também os pagãos são chamados à conversão. O profeta Jonas, pensando que a salvação estava reservada só aos judeus, prega de má vontade a conversão aos pagãos. Estes escutam a palavra de Deus e se afastam do mal. 2) A figura deste mundo passa. O Estilo de vida dos cristãos é imparcial. Já que os cristãos se convertem e voltam a Deus, espera-se que vivam para o reino. Portanto, haveriam de usar as coisas deste mundo sem apegar-se a elas. 3) Convertei-vos e Crede no Evangelho! A Boa Nova da Salvação proclamada por Jesus Cristo exige conversão e compromisso de fé. Os apóstolos respondem com total generosidade e lançam suas redes ao mundo para reunir a todos e cada um em Cristo.
IV.- Citação: “Estes pescadores de peixes partiram pois pelo mundo, e alcançaram a vitória sobre os fortes, os ricos e os sábios. Que grande milagre! Fracos como eram, atraíram sem violência os fortes para a sua doutrina; pobres, ensinaram os ricos; ignorantes, fizeram discípulos entre os sábios e os prudentes. A sabedoria do mundo deu lugar a esta sabedoria que é a sabedoria das sabedorias.” (Santo Efrém)
V.- Oração: Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras.
VI.- Para o caminho. Não nos esqueçamos da urgência do chamado de Deus nesta celebração. O tempo de configurar a nossa mentalidade à de Jesus e sua Boa Notícia de Salvação não é mais tarde, mas agora, hoje. Chegou o tempo de sermos autênticos discípulos de Jesus.
 

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