XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP

António Montenegro Fiúza

“Os Estados-membros da organização aproveitam esta ocasião para manifestar a sua solidariedade ao povo irmão de Moçambique pelo sofrimento provocado pelas ações de terrorismo que atingiram seriamente a província de Cabo Delgado”, declarou João Lourenço, acrescentando que o encontro reforçou “a necessidade de uma cooperação multilateral que concorra para uma resposta rápida aos desafios presentes e futuros, e para uma saída da grave crise sistémica”. ¹

Caiu o pano sobre a XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, realizada em Luanda – Angola, na qual os chefes de Estado e de Governo de todos os membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, sob o lema « Construir e Fortalecer um Futuro Comum e Sustentável».
Num momento de festa, em que países irmãos se sentaram à mesma mesa, celebrou-se o XXV aniversário da Declaração Constitutiva da CPLP, reiterando o compromisso assumido e reconhecido com o reforço da solidariedade e da cooperação em prol do desenvolvimento económico e social das 270 milhões de pessoas, de quatro continentes, que compõem essa coletividade. 
Reforçaram-se as premissas da cooperação econômica, com retoma das parcerias anteriormente entretecidas e, após 23 anos de um longo processo burocrático, aprovou-se o primeiro acordo de mobilidade entre os nove países da organização o qual visa colaborar para o incremento das relações fraternais, promovendo ainda o sentimento de pertença aos países natais e à comunidade de língua portuguesa. 
Comprometidos em alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – Agenda 2030, os Estados membros reconheceram a fulcral importância da união entre si, da partilha de recursos físicos, humanos e de sapiência, na prossecução dos tais. 
Legitimou-se o «caráter pluricêntrico da Língua Portuguesa e a sua relevância como veículo multicultural e multiétnico na promoção da paz e do diálogo entre todos os continentes», salientou-se a necessidade de reforçar as políticas públicas para promoção da leitura, do ensino da língua portuguesa, bem como da ciência investigação e inovação, tendo como base o idioma comum.
Habituado a uma escrita poética e lírica, o cronista deixou-se levar, desta feita, por um relato semelhante ao jornalístico, o qual (infelizmente!) não consegue expressar o profundo estado de êxtase e euforia em que se mergulhou: afinal, um dos maiores ensejos da comunidade de irmãos da língua portuguesa iniciou o processo de rompimento das barreiras geográficas e burocráticas, abrindo as portas para uma comunidade sem fronteiras.

https://www.rfi.fr/pt/angola/20210717-cplp-exprime-solidariedade-com-moçambique ¹

 

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