Coisa Feia

O Espadachim, um cronista que come mortadela e não arrota peru

OPINIÃO - Sandro Villar

Data 16/05/2020
Horário 06:01

Quem foi que disse que a coisa está feia no Brasil? Presumo que tal maledicência foi proferida por algum despeitado, palavrinha fora de moda que não significa que o sujeito esteja sem peito. Ou teria sido algum mexeriqueiro, desses que não plantam mexerica?

Tudo farinha do mesmo saco, um bando de difamadores. Que história é essa de que a coisa está feia? Ledo engano, dona Leda! Provo por A mais B e outras letras que é tudo mentira, e que a coisa está linda. Aliás, lindíssima.

Quer coisa mais bonita do que a primeira-dama, aliás, primeiríssima-dama Michelle Bolsonaro? Ela é a maior prova de que a coisa está bonita no nosso Brasil varonil. Algum mexeriqueiro (repito: não é produtor de mexerica)até poderia ampliar a difamação dizendo que, se o Brasil está mal de presidente, o Mito Messias não está mal de mulher e até zombou do francês Macron.

Numa mesa de bar alguém comparou o Mito Messias ao Padilha, personagem do Jô Soares. "Se eu fosse o Bolsonaro - dizia ele - iria pra casa grudar na mulher. Que Brasil o quê, sô!". Depois, arrematou: "Vai pra casa, Padilha!" Em momento algum ele disse "Vai pro Alvorada, Bolsonaro!".

E o desemprego? Os pessimistas de plantão não se cansam de lembrar que há quase 13 milhões de desempregados e que, se colocados na Ponte para o Futuro, a ponte não suportaria o peso e desabaria. Acho que é outra maledicência desses despeitados (gostei da palavra).

Também no quesito emprego provo por A mais B que a taxa de desemprego de 13% não está tão alta como, por exemplo, escada de bombeiro. Puxo as orelhas dos pessimistas e lembro que no governo do príncipe EfeAgáCê a taxa chegou ao perigoso patamar de 17%. Isso sim é coisa feia.

E não se poupam críticas a certas decisões do governo que certamente vão fazer pobre desaparecer do mapa. Que negócio é esse de investir no social? Tem mais é que pagar, com esse dinheiro, os juros dos investidores. Eles são tão pobrezinhos...

Tal "pobreza" explica aquela máxima: farinha pouca, meu pirão primeiro e o povo que coma pão amanhecido. É tudo muito bestial  nestes tempos bestiais, com muitas bestas quadradas e retangulares zanzando por aí. E zombando de nós.

 

DROPS

Era um decorador tão eficiente que instalava até cortina de fumaça.

Em tempo de crise a alegria do palhaço é ver o circo cheio.

Quem não chora não ama.

Não desista, mesmo depois de colocar tudo na ponta do lápis.

 

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