Paulo Miguel: Praça Nove de Julho foi palco do Fentepp

Foto: Paulo Miguel: Praça Nove de Julho foi palco do Fentepp

Fentepp em todos os cantos...

  • 12/11/2019 05:40
  • PEDRO SILVA - Especial para O Imparcial

O quarto dia do Fentepp (Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente) marcou presença na Praça Nove de Julho, em Presidente Prudente, com o Espetáculo “Nós”, da companhia Barracão Cultural de São Paulo. A peça que conta a história de Mel, moradora de uma cidade pequena que vivia rodeada de borboletas, é uma adaptação da obra de Eva Furnari. Hoje tem atividades na Unesp (Universidade Estadual Paulista), Espaço Laje e Teatro Paulo Roberto Lisbôa.

Segundo a atriz e produtora, Eloisa Elena, o espetáculo “Nós” fala sobre bullying, aceitação, diversidade, também em aceitar mudanças, diferenças e peculiaridades e lidar com isso diante das pessoas e da sociedade. Estreado em maio deste ano, mais de 40 apresentações já foram realizadas pelo grupo e essa é a primeira vez em Prudente.

AO AR LIVRE
A peça, gratuita e com classificação indicativa livre, foi realizada no Teatro de Arena da Praça, com um público diverso, como o professor aposentado André Luiz de Souza Moreira, de 46 anos. “Eu sempre busco saber dos outros apresentados no festival, então ele vai ser uma surpresa para mim”. O professor, que mora em Prudente há cinco anos, comenta que não perde uma edição do festival desde que se mudou para a cidade, e comenta a oportunidade de assistir as apresentações de forma gratuita. “É uma maneira de descentralizar a arte.

Talia Cristina Silva Siqueira, 18 anos, que esperava seu esposo com seu filho, se encantou com o ensaio do grupo antes da apresentação. “Eu gosto muito de teatro, e acho importante esse espaço do festival”.

“TER UM ESPAÇO PARA A ARTE, INDEPENDENTE DA CIDADE, É MUITO IMPORTANTE”
Eloisa Elena

IMPORTÂNCIA ARTÍSTICA
“Eu acredito que ter um espaço para a arte, independente da cidade, é essencial, principalmente, produções como essa, que tem uma questão mais popular e democrática, com apresentações na rua. Então, você acaba atingindo um público que nem tinha se preparado ou pensado em ir ao teatro, mas mesmo assim se encontra com o teatro em um espaço público. É um projeto de fomento da arte, e de conscientização do público para a arte”, declara Eloisa. O grupo apresentou-se pela primeira vez na cidade, em duas localidades, no Parque do Povo no dia 10, e ontem na Praça Nove de Julho.

PROGRAMAÇÃO DESTA TERÇA
Às 20h tem “Para Mollis” e “Tropeço”, na Unesp e Espaço Laje, respectivamente. A classificação para a primeira apresentação é 12 anos e a outra 14. Com classificação livre, às 10h e 14h tem “Desbotou” no e Paulo Roberto Lisbôa.