Filas marcam primeiro dia de reabertura do comércio

Mesmo com os estabelecimentos seguindo à risca as medidas de higiene e prevenção da Covid-19, a população ocasionou filas e não respeitou o distanciamento social

PRUDENTE - WEVERSON NASCIMENTO

Data 02/06/2020
Horário 04:00
Weverson Nascimento - População se aglomerou em filas e não respeitou o distanciamento social Foto: Weverson Nascimento - População se aglomerou em filas e não respeitou o distanciamento social

No primeiro dia de reabertura consciente do comércio em Presidente Prudente, mediante as medidas de flexibilização do Estado e da Prefeitura, foi possível encontrar um grande fluxo de pessoas em um dos maiores centros de compras da região, o calçadão prudentino. Mesmo com os estabelecimentos seguindo à risca as medidas de higiene e prevenção da Covid-19, a população se aglomerou em filas e não respeitou o distanciamento social.

Tudo foi observado na manhã de ontem, por volta das 11h, quando a reportagem desembarcou na Rua Tenente Nicolau Maffei para acompanhar o primeiro dia de reabertura do comércio. Em toda extensão do calçadão, antes mesmo de entrar nas lojas, a população recebia uma quantidade de álcool em gel 70%, assim como a orientação para uso obrigatório de máscaras. Dentro dos estabelecimentos, por sua vez, também foi possível ver que os lojistas seguiam à risca a capacidade para atendimento.

NOTAMOS QUE AS PESSOAS ESTAVAM NAS FILAS PARA PAGAMENTO DE CARNÊS OU DÍVIDAS QUE ESTAVAM EM ATRASO

Ricardo Anderson Ribeiro

Por lá, foi possível encontrar também uma população que foi até o local realizar compras ou mesmo negociar dívidas, depois de meses de comércio fechado. No entanto, mesmo com todas medidas que anunciam a necessidade de cautela nesta primeira fase a qual se encontra o município e, consequentemente, a região, foi possível encontrar idosos e até mesmo crianças nas ruas. Bancos e estabelecimentos de móveis, eletrodoméstico e roupas, aglomeraram grandes filas.

Filas em lojas de crediários

De acordo com o presidente da Acipp (Associação Comercial e Empresarial de Presidente Prudente), Ricardo Anderson Ribeiro, foi possível perceber este grande movimento de pessoas no local, além de muita fila em lojas que trabalham com crediário. “Notamos que as pessoas estavam nas filas para pagamento de carnês ou dívidas que estavam em atraso. Mas, ninguém estava preparado para receber esse volume de pessoas, e as lojas para fazer este tipo de acompanhamento do distanciamento social. Nos próximos dias já vai ser corrigido. A Prefeitura vai orientar e nós também”, frisou.

Quanto as expectativas para os próximos dias, Ricardo diz que a insegurança do consumidor ainda é grande, visto que o mesmo não sabe ou prevê o fim da pandemia. “Então, ele recua, pois não sabe se pode gastar. Isso faz ele optar por ter uma reserva maior, pois se houver um empecilho, ele conseguirá se manter. Então, esse índice de confiança está abaixo da expectativa diante da crise financeira causada pela pandemia”.

Por sua vez, Vitalino Crellis, presidente do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Presidente Prudente e Região), destaca que a reabertura do comércio foi boa, mas que também não espera grande movimento de pessoas no local. No entanto, explica que a aglomeração de pessoas se deu, principalmente, em grandes lojas. “Mesmo assim foi possível ver que 90% da população cumpriram as regras e usaram máscara”, pontua.

Vitalino explica ainda que até o final deste ano a economia poderá ser normalizada, no entanto, com o fechamento de aproximadamente dois meses, o comerciante terá que acertar contas com distribuidoras e funcionários, e este cenário poderá demorar um pouco mais para adequar a questão financeira.

Ambas as instituições atuarão em campanhas de orientação visando o cumprimento das regras municipais e estaduais.

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