Independente de números, que prevaleça o amor!

  • 18/10/2019 04:05

Ninguém se casa pensando em separar. Ou, pelo menos, não deveria ser. A época do namoro serve justamente para as duas pessoas se conhecerem e, quem sabe, constituírem uma família.

O que se vê hoje, infelizmente, além de um grande número de casamentos sendo desfeitos, é um atropelo de etapas. Casais “se conhecendo” pela internet, sem de fato saber quem realmente é a pessoa e se decepcionando depois; meninas engravidando precocemente, perdendo a melhor fase da vida, a adolescência; e muitos deles indo morar juntos simplesmente porque a mulher engravidou, independente se existe amor ou não na relação.

Talvez por todos estes motivos. Porque casar hoje em dia é caro e seja bem mais simples “juntar as escovas” e dividir o mesmo teto, sem ter a responsabilidade de assinar um papel, com testemunhas em volta. Simplesmente, por não querer coisa séria ou, porque ainda é cedo demais para se pensar em casamento.   Conforme matéria divulgada na edição de ontem, com os dados da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), o número de matrimônios teve queda de 11,26% na região, passando de 5.870 uniões oficializadas em cartórios em 2016 para 5.209 em 2018.  

A verdade é que, hoje em dia, tudo é muito passageiro. A pessoa que ama hoje nas redes sociais, amanhã já está postando foto com outra e recebendo curtidas. Abrimos mão do diálogo e temos dificuldades de reconhecer e respeitar as diferenças de opiniões. Sem contar que as mulheres, cada vez mais independentes, também estão esperando mais – estudar, se formar, arrumar um emprego na área e se estabilizar financeiramente – antes de subirem ao altar.

Histórias como a que noticiamos quarta merecem destaque neste espaço. Com demência fronto-temporal, a aposentada Elisete Pereira Soares de Carvalho precisou internar-se no Lar São Rafael de Presidente Prudente. Ainda assim, seu esposo Roberto Carvalho, 62 anos, todos os dias dedica-se a passar horas e horas do seu dia a seu lado, cuidando e fazendo companhia. O nome disso? Amor. Foi ele quem os uniu e assim deve ser até que a morte os separe.

Independente se os números mostram o contrário, que ele demore a acontecer, o que se deve buscar sempre é a felicidade. O casamento é sagrado, foi criado por Deus, no tempo certo, com a pessoa certa, não há porque dar errado depois.