DIABÉTICOS

Pacientes levam vida normal

  • 14/11/2019 08:16
  • PEDRO SILVA - Especial para O Imparcial

Hoje, no Dia Mundial da Diabetes, jovens declaram que vivem naturalmente com a doença, e não se incomodam com a necessidade de utilizar a insulina. Segundo eles, os olhares são mais de curiosidade do que de estranhamento. “Atualmente eu convivo muito bem com a diabetes. Se precisar furar o dedo ou aplicar insulina no meio de todos, eu aplico”, diz a estudante Milena Ferruzzi Ederli, 19 anos. Ela descobriu que é diabética aos oito anos de idade, no feriado de Páscoa.

“Uma conhecida é diabética, e ela vivia em casa. Minha mãe já tinha percebido que eu tinha algum problema, porque eu bebia muita água, urinava muito, comia a todo momento e mesmo assim emagrecia muito rápido, mas ela achou que era somente fase de crescimento. Mas no dia da Páscoa ela perguntou para essa amiga se ela estava com o aparelho de fazer o destro [teste de glicemia] e ela disse que sim, fizemos e o resultado foi a glicemia acima de 600, conclusão: diabética”, conta a estudante com humor.

“Eu havia acabado de me mudar para Prudente, quando descobri a doença, com 18 anos. Eu estava começando a vida universitária, morar longe dos pais e cuidar de mim, então, minha alimentação mudou radicalmente, de fast food, miojo e hambúrguer foi pra arroz integral, farinhas e pães integrais. Passei a comer mais frutas, mais legumes e cuidar mesmo da minha alimentação, claro que com alguns deslizes. Também passei a tomar insulina três vezes por dia, o que, às vezes acontece na rua ou na faculdade”, conta a estudante de Nutrição, Gabrielle Fernandes Ladeira, 21 anos.

HÁBITOS DE

VIDA SAUDÁVEIS

As duas estudantes declaram que depois de descobrirem a doença, passaram a se alimentar melhor, e a praticar exercícios físicos. “Eu passei a me cuidar mais, além de ter criado uma independência maior por ter que me regrar em relação à alimentação, os horários de fazer o destro, e de aplicar a insulina”, explica Milena. “Eu tento não ser sedentária, sempre que possível, subo escada, vou a pé aos lugares”, pontua Gabrielle.

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