Reabertura do comércio prudentino requer cuidados

EDITORIAL -

Data 25/04/2020
Horário 04:13

A Prefeitura de Presidente Prudente publicou ontem o Decreto 30.836/2020, que estabelece normas para o funcionamento do comércio e dos prestadores de serviço durante a pandemia da Covid-19. Conforme o documento, a partir de terça-feira haverá a abertura gradual dos estabelecimentos, porém, seguindo restrições como horários específicos e recomendações para evitar aglomeração. O anúncio pode trazer a sensação de que “está tudo bem”. Mas o cenário ainda é outro, principalmente nos grandes centros urbanos em que o novo coronavírus faz mais vítimas.

Desde que o período de quarentena foi implantado no Estado de São Paulo, tensão e medo são nítidos nos olhares da sociedade. Mas também tem aquela parcela que fica dividida entre seguir ou não as recomendações, e outra que realmente não está nem aí para a situação e segue vivendo normalmente. Conforme anúncio do governador João Doria (PSDB), estima-se que a quarentena acabe gradualmente no dia 10 de maio – um risco para o momento, que também pode ser um tiro no pé.

Isso porque vai depender da sociedade colaborar ou não com as restrições impostas, tanto a nível estadual, quanto municipal. E esperar respeito por parte daqueles que não pensam nem mesmo na própria saúde é algo a se pensar. Em supermercados de Prudente, por exemplo, é comum ver pessoas consumindo alimentos dentro das lojas, mesmo com anúncios restringindo a prática. Imagine se estas respeitarão o distanciamento social dentro dos estabelecimentos, que prometem reabrir na semana que vem?

Diante deste cenário, cabe uma fiscalização minuciosa para coibir essas práticas. É certo de que os comerciantes irão respeitar, até porque o negócio deles está em jogo: fornecimento de álcool gel, demarcações para filas, etc. Mas o receio é de que o restante da população descumpra as regras e volte a fazer as reuniões entre amigos, nos parques, praças, churrascos aos domingos e comemorações diversas. Não tem como mudar isso, é questão de respeito e educação.

Em um período que tanto se falou em ajuda mútua e reciprocidade, já está mais que na hora de parar de olhar para o próprio umbigo e pensar no bem da sociedade. Afinal, a situação não está nada bem!

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