Superação no basquete e no atletismo

Esse é o significado do esporte para a professora Fátima Belome Xavier, homenageada de hoje pela Semepp, pasta em que ela já atuou como atleta e hoje ensina o que praticou

- OSLAINE SILVA

Data 19/05/2020
Horário 05:55
Cedida: Fatiminha e sua equipe em uma das conquistas pela Semepp Foto: Cedida: Fatiminha e sua equipe em uma das conquistas pela Semepp

“O esporte em minha vida, em geral, tem um significado de superação, tanto no basquete quanto no atletismo. Devo tudo, minha  carreira e quem sou hoje às pessoas que me influenciaram ao esporte Dino Cintra e Helena Cintra”, exalta a professora de basquetebol da Semepp (Secretaria Municipal de Esporte) Fátima Belome Xavier, a homenageada do Memória Esportiva que a pasta vem exaltando neste período de pandemia pelo Covid-19, quando suas atividades estão todas suspensas seguindo as orientações  da OMS (Organização Mundial de Saúde) e do decreto municipal 30.731/2020.

A professora começou sua carreira na escolinha de basquete em 1985 na Apea (Associação Prudentina de Esportes Atléticos). No ano seguinte, em 86, ela disputou o Campeonato Paulista por Presidente Venceslau, onde obteve grandes conquistas: 3°lugar no Campeonato Paulista Juvenil em 1989; e 4° lugar na categoria adulta no mesmo ano.

Já nos Jogos Regionais e Abertos, disputando por Presidente Prudente na década de 90, a professora perdeu as contas das conquistas em 10 anos jogando. “O que lembro é que sempre estivemos entre os três primeiros colocados. Em 93 iniciei meu trabalho como professora da escolinha de basquete da Semepp. E em 94 competia pelo atletismo prudentino também com várias conquistas. Quase por uma década fui medalhista nas provas de 800m [metros], 1500 m e 5000 m”, recorda a atleta.

 

BOAS LEMBRANÇAS NAS

QUADRAS E NAS PISTAS 

Fatiminha conta que muitas são as histórias de jogos memoráveis pelo basquete, como terminar a partida com apenas três jogadoras em quadra, ou aqueles jogos "pegados" com as rivais equipes da região de São Paulo.

Mas, também foi no atletismo que ocorreu um fato que ela jamais se esquecerá. Se ela se recorda bem, em 96 os Jogos Regionais foi em Prudente, quando Fatiminha estava em sua melhor forma. Ela e uma grande amiga corriam as mesmas provas (dobradinha prudentina) e naquela edição Fatiminha já havia ganhado a prova de 1500 m e estavam correndo  juntas os 800 m. “Quando estava na reta final, eu já na frente ‘tirei o pé’ pra que a minha parceira pudesse ficar em primeiro lugar, porque nos éramos uma equipe. Fui muito criticada porque faria o meu melhor tempo, mas não me arrependo, pois fiquei feliz! E fomos campeãs!”, lembra saudosa a professora.

 

NUNCA DESISTA

DOS SEUS SONHOS

A professora faz questão de dar um conselho para quem realmente quer ser vencedor, seja na vida ou no esporte. “Dê o seu melhor, o seu máximo! Tenha disciplina, e nunca desista dos seus sonhos. Agradeço a Deus por ter me dado o dom de ser uma atleta,  por meu corpo perfeito para correr, saltar e arremessar. Pela alegria que sentia em cada conquista,  e também pelos choros nas derrotas, pois me ensinaram até mais que as vitórias. Agradeço ao meu pai [in memoriam] por ter acreditado no meu potencial e me deixado sair de casa aos 15 anos. E,  claro, aos meus mestres a quem devo tudo que conquistei e aprendi com o esporte, Dino e Heleninha”, alegra-se Fatiminha, a esposa de Ladyr Xavier, mãe de Laura, Davi e Ester. (Com a colaboração de Marcos Chicalé)

 

“DÊ O SEU MELHOR, O SEU MÁXIMO! TENHA DISCIPLINA, E NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS”
FATIMINHA

 

 

 

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